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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Coração de Menina (Por Srta Sullivan)


   Ela, que ao longo da vida esbanjava liberdade, sentiu-se presa quando se viu adulta. Tal prisão lhe causava receio, não porque o mundo a aprisionava, mas porque as pessoas não sabiam ser livres também. 
   A liberdade não é algo que se conquista facilmente. E pra ela não tinha sido diferente. Muitos afazeres lhe roubavam o tempo que precisava dedicar a si mesma. E em meio a tantas ocupações, ela ainda conseguia encontrar um tempinho para dedicar a uma das suas maiores paixões: a música. Seu violão era seu grande amigo. Quando ninguém podia entendê-la, ele estava ali, transformando em melodia seus sentimentos mais profundos. Assim ela se encontrava novamente com sua liberdade e se abria pra vida.
   Suas principais qualidades - simplicidade, companheirismo e lealdade - lhe pertenciam desde a infância, logo, eram as mais admiráveis. Uma pena era ela não saber que nem todas as pessoas à sua volta seriam recíprocas ao seu frágil coração. E ninguém podia negar que seu coração era tão lindo e aberto quanto um coração de menina.
   Sua natureza calma e reservada abrigava uma mulher intensa e possessiva. Queria todos para si. Mas nem todos eram dignos. Quando se deparou com essa dura realidade, sofreu intensamente. Mas nem assim fechou seu coração. Continuou acreditando na bondade do ser humano. Afinal, ele foi feito "à imagem de Deus". Isso por si só já era o suficiente para ela continuar tendo uma visão positiva da vida, mesmo que lá no fundo, bem no fundo, suas cicatrizes ainda lhe causassem um certo aperto no peito.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Um Encéfalo Em Comum


Há pouco tempo conheci uma pessoa que já faz parte da minha vida como se fôssemos amigas de infância. É curiosa essa sensação de se sentir velha amiga de alguém que você mal conhece. Ao mesmo tempo é uma sensação atraente. Mais curioso ainda é descobrir a quantidade de coisas em comum que se pode ter com uma quase desconhecida. Faz você pensar: quantas pessoas por aí são tão parecidas comigo? E não digo parecidas no sentido superficial da coisa. Mas parecidas num sentido mais profundo. Princípios, valores, crenças, qualidades, defeitos... E gosto musical também, porque sinceramente, não creio que seja algo que se possa chamar de superficial.
Neste mundo onde quase sempre ouvimos dizer que os opostos se atraem, passam quase que imperceptíveis os nossos iguais. E ao contrário do que talvez pareça, não é nada chato e monótono conviver com pessoas parecidas conosco. Pelo contrário, é divertidíssimo! Quem tem uma maneira de olhar parecida com a nossa costuma mais facilmente nos compreender. Você não se sente obrigado a explicar tudo o tempo todo, porque na maior parte do tempo as coisas são claramente entendidas. É tão mais simples. E às vezes o tão mais simples é muito bom também. Digo isso porque, sem perceber, nos acostumamos a gostar do tão mais complicado.
Cada encéfalo é único e especial à sua maneira. E neste meio tempo, sem sequer esperar, encontrei um que tenho apreciado muito. E espero continuar apreciando. Afinal, um encéfalo que não bate de frente com o meu não é nada fácil de encontrar.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Tudo novo de novo?



Início de ano, verão na área, calor escaldante e um ano inteiro pela frente. Aqui estamos nós, mais uma vez, iniciando outra etapa de nossas vidas. Aquele momento em que 90% das pessoas se comprometem em fazer tudo novo de novo. Promessas estas que geralmente só ficam na intenção. Às vezes, nem isso. Mas o que conta mesmo é a determinação de cada um. Se você quer iniciar algo novo, vá em frente. Se precisar reavaliar suas escolhas e mudar várias delas, não se intimide. O que não muda não evolui. Tenha em mente que não é preciso esperar um novo ano começar para dar uma virada na vida. Mas já que é janeiro e estamos aqui, por que não? :)

sábado, 21 de setembro de 2013

Jamais desista!

Como a gente sabe que a vida é tudo o que a gente sonhou? Em que horas bate essa luz de certeza e a gente diz "é isso!"? Acho que nunca acontece de verdade. Porque... Por mais que a gente alcance os nossos objetivos, tem sempre alguma coisa a ser alcançada ainda. Sempre uma nova busca, um novo interesse. Algo que nos instigue e tome nossa atenção. Porém, ainda que sempre tenha algo por vir, é bom saber que alvos foram alcançados com êxito. É muito bom saber que a gente "chegou lá" e os sonhos se tornaram realidade. E é melhor ainda saber que a gente e as coisas a nossa volta estão sempre mudando. Por mais que se consiga vitórias, por mais que os sonhos se realizem, há sempre uma nova busca pela frente. É isso que faz a vida surpreendente. Jamais desista!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Invista no que te enriquece (em todos os sentidos!)

 


Na boa? A questão nem é 'não dar certo ou não ser feliz'. A questão é ter tudo para dar certo e não dar. Ter tudo para ser feliz e não ser. Porque quando tem tudo para dar errado, tudo para ser infeliz, você sabe onde está se metendo e tenta com todas as forças reverter isso. Mas a partir do momento que tudo pode ser diferente, satisfatoriamente diferente, você não se previne nem se cuida quanto a isso. Você simplesmente se joga! E é aí que você peca.
Dificilmente você financia algo que tem tudo para dar certo. É contraditória esta ideia, eu sei. Mas digo financiar, no sentido de dar atenção, cuidado, dedicação extra. Porque se tem tudo para dar certo, é como se precisasse de mais nada. Nada de cuidado, atenção, dedicação extra. Tudo normal, habitual...
'Atenção extra, pra quê? Não precisa', você talvez conclua. Mas é aí que você se engana.
Talvez, apenas talvez, uma coisa que tem tudo para dar certo precisa de mais atenção do que outra que tem tudo para dar errado. E geralmente se faz o contrário. Investe-se todos os vinténs naquela que tem tudo para nos falir. Não sei porque, mas às vezes, o coração da gente cria doces ilusões que são tão doces e convincentes que levam a nossa mente a acreditar. O mais difícil de funcionar se torna mais interessante, como se fosse mais precioso por tal dificuldade. E bem sabemos que nem sempre é. E de fato, acabamos indo a falência quando nos deixamos convencer. Tem tudo para dar errado, você está vendo que boa coisa não é e investe assim mesmo. Pronto. Tiro e queda.
Existe uma crença muito difundida que tudo que é mais difícil, arriscado, improvável no fim das contas dá certo. O que ninguém divulga é que isso não é um fato. Pode acontecer? Pode. Agora se vai mesmo acontecer ninguém pode afirmar.
Sendo assim, invista no que te enrique (em todos os sentidos!) Recomeçar de novo, e de novo, e de novo, pode ser cansativo depois de um tempo. Ou não... É só uma dica! ;)

domingo, 14 de abril de 2013

Virando a página!

Mudar é sempre bom. Mudar hábitos, principalmente. Tudo que permanece igual se torna enfadonho, tedioso... As coisas precisam se renovar. A vida da gente precisa seguir. Ah como eu gosto dessa palavrinha: mudança. Traz um ar de renovação que muito me agrada. É como se um capítulo se encerrasse e outro começasse.
Acredito sinceramente que  para mudar alguma coisa na vida da gente requer coragem e disposição. E como não está em mim permanecer a mesma, cá estou virando a página. Tudo me leva a crer que o próximo capítulo será bem mais interessante.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O que aconteceu com a gente?

A gente era tão amigo. Tão cúmplice. Tão próximo. O que aconteceu com a gente?
Lembro-me das conversas, das risadas, dos passeios... Das histórias, sempre longas e emocionantes. Dos abraços, então. Sempre apertados e demorados. E das lágrimas, intensamente choradas.
Lembro-me de como era forte nossa ligação. Tão segura e eterna que jamais se perderia. Que jamais se perderia... Mas que se perdeu. O que aconteceu com a gente?
Lembro-me de como nos divertíamos. O tempo passava e a gente nem sentia. Quando estávamos juntos tínhamos todo tempo do mundo. Cada momento era único. Tudo se explicava. Tudo fazia sentido. Mesmo no silêncio nossos corações se entendiam. O que aconteceu com a gente? Morremos em nós mesmos? Matamos um ao outro? Ou aprendemos a viver separados?... É possível que dentro de nós ainda estejamos vivos. Será que algum dia saberemos? Para o nosso bem, espero que sim.

domingo, 5 de agosto de 2012

A Arte de Ser Feliz (Cecília Meireles)



Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser
feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma
época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas
todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com
a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie
de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as
plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e
meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças
que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e
fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como
refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de
Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo
está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto
completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades
certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não
existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e
outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

sábado, 21 de julho de 2012

E ela nunca mais foi a mesma

Odiava ser frágil. Mas, mais que isso, odiava parecer frágil. Tentava esconder ao máximo o quanto era sensível e como as coisas lhe atingiam com facilidade. Decidiu criar uma barreia que a afastasse dos sentimentos. Tornou-se fria. Insensível. Não se comovia mais. Não se doía mais. Experimentou pela primeira vez a sensação de não se importar. Tornou-se uma pessoa distante. Ninguém a procurava. Nunca era convidada para nada. Aos poucos os seus foram esquecendo-se dela. Aos poucos ela fora esquecendo-se deles.
Num determinado tempo, viu-se sozinha. Sentia falta de algo, mas não sabia do quê. Quis chorar, mas não sabia como. Antes era só sentir-se feliz ou triste que as lágrimas simplesmente corriam. Agora, nem com toda força do mundo, elas molhavam o seu rosto. O seu mar interior havia secado. Finalmente entendeu que tudo mudara e passou a odiar a mudança. Embora não sofresse mais, também não era feliz. Não conseguia ser. Perdeu-se de tudo e de todos. E ela nunca mais foi a mesma.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu sou humana!



Pois é, por incrível que pareça, eu sou humana! Esse é o meu maior segredo.
Sou falha. Erro sempre!
Agrido, firo, magoo, decepciono. Não por mal. Nunca por mal. Mas acontece...
Também sou egoísta e possessiva. Às vezes passional. Ajo muito por impulso. Não meço consequências. Falo o que penso, e falo muito sem pensar. Quebro a cara. Mas aprendo com os erros.
Só te peço uma coisa; não espere perfeição de mim. Aceite, releve ou simplesmente respeite a minha natureza humana, falível. Não crie grandes expectativas, não me eleve tanto. Não queira de mim mais do que posso dar. Porque ainda que não pareça, eu não sou melhor do que você. Somos iguais. Fabricados da mesma forma. Possuímos o mesmo defeito: a imperfeição.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Solidão (Por Srta Sullivan)

Eram duas da manhã quando ela acordou. Três coisas perturbavam sua mente; a insônia, o tic tac do relógio e a solidão.
Das três, o que mais lhe incomodava era a solidão, disfarçada de isolamento. Cedo na vida aprendera a ser só. Quisera ela entender que estar só não era a mesma coisa. Para não dizer que era solitária, tinha por amigo um gato, que lhe fazia companhia apenas nos dias de chuva. Nunca o via pela casa se não estivesse chovendo. Quando sentia a sua falta, ficava horas e horas tentando achá-lo, mas nunca o encontrava. Então espalhava pelo chão novelos de lã para que assim pudesse encontrá-lo quando desejasse. Mas nem assim o gato aparecia, então ela ficava a fitá-lo sempre que sentia que ia perdê-lo de vista. E mesmo assim, vez por outra se destraia e tornava a perdê-lo... Percebeu então uma semelhança com o gato; a independência.

(...)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Voltei por você! ;)

Olá querido blog. Quanto tempo, hein!


Desculpe a minha ausência. Sei que te deixei de lado, mas não por vontade própria, acredite. É que a vida anda tão corrida, tão agitada, que mal tenho tido tempo de pensar, que dirá escrever. Mas o fato de eu estar ausente não quer dizer que te esqueci. Não, muito pelo contrário. Constantemente tenho pensado em ti e em como gostaria de voltar a escrever.
Sabe, vou confessar que, tem sido difícil pra mim. Tanto tempo juntos, não é? Não estar regularmente por aqui tem me incomodado bastante. Sinto como se estivesse me desprendendo de ti. Logo eu, que me acostumei a dividir contigo os acontecimentos do dia a dia. Não é a mesma coisa, postar em redes sociais, uma frase aqui, outra ali... Só você sabe como é importante pra mim escrever detalhadamente sobre as coisas. Não só detalhar, mas ponderar sobre elas. E isso tem acontecido cada vez menos. De fato, não tem sido como eu gostaria, mas farei o possível para voltar a ser.
Uma coisa é certa, não sei quando volto, mas eu volto. Hoje por exemplo, só voltei por você! ;)

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Defeito

Note algo curioso. É o defeito que faz a gente pensar. Se o carro não tivesse parado, você teria continuado sua viagem calmamente, ouvindo música, sem sequer pensar que automóveis têm motores. O que não é problemático não é pensado. Você nem sabe que tem fígado até o momento em que ele funciona mal. Você nem sabe que tem coração até que ele dá umas batidas diferentes. Você nem toma consciência do sapato, até que uma pedrinha entra lá dentro. Quando está escrevendo, você se esquece da ponta do lápis até que ela quebra. Você não sabe que tem olhos - o que significa que eles vão muito bem. Você toma consciência dos olhos quando eles começam a funcionar mal. Da mesma forma que você não toma consciência do ar que respira, até que ele começa a feder... Fernando Pessoa diz que "pensamento é doença dos olhos". É verdade, mas nem toda. O mais certo seria "pensamento é doença do corpo".
Todo pensamento começa com um problema. Quem não é capaz de perceber e formular problemas com clareza não pode fazer ciência. Não é curioso que nossos processos de ensino de ciência se concentrem mais na capacidade do aluno para responder? Você já viu alguma prova ou exame em que o professor pedisse que o aluno formulasse o problema? (...) Frequentemente, fracassamos no ensino da ciência porque apresentamos soluções perfeitas para problemas que nunca chegaram a ser formulados e compreendidos pelo aluno.


(Alves - Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Brasiliense, 1995.)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fragmento... (Água Viva)

"Quem me acompanha que me acompanhe: a caminhada é longa, é sofrida mas é vivida. Porque agora te falo a sério: não estou brincando com palavras. Encarno-me nas frases voluptuosas e ininteligíveis que se enovelam para além das palavras. E um silêncio se evola sutil do entrechoque das frases.

Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia como alívio jogar a palavra fora. Mas aí essa analogia: a não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente." CL.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Confiança

O quanto se pode confiar em alguém? O quanto você confia?

Só as pessoas em quem confiamos podem nos trair. E quanto maior a confiança, maior a traição. Mesmo diante desse fato, é inevitável não confiar. Todos nós precisamos de alguém em quem confiar.

Mãe, pai, amigo, cônjuge, geralmente são os mais acionados. Há quem confie em tudo mundo. E há quem desconfie até da própria sombra. Mas na real, é preciso confiar em alguém.

Ao longo de nossas vidas encontramos pessoas que se mostram dignas de confiança e pessoas que se mostram indignas. E a grande sacada da vida é saber diferenciar esses dois tipos.

Não se nasce com essa percepção. Se adquire ao longo da jornada, e mesmo assim, não totalmente.

Você pode ter toda percepção que acha possível adquirir e ainda assim se enganar com as pessoas. Esse é um outro fato triste da vida. Por mais que uma pessoa lhe pareça confiável, nunca poderá saber 100% se ela é. E o contrário também é verdade. Você pode ter todos os motivos para desconfiar, mas acabar sabendo que deveria ter confiado.

A conclusão de tudo é: ignore seus instintos por seu próprio risco. Afinal, isso só cabe a você.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desabafe!

Guardar as coisas dentro de si não é para qualquer um. Quantas pessoas que você conhece conseguem, você sabe? Muitos vêem isso como algo positivo, admirável. E é. Mas nem tudo deve ser guardado, mantido em segredo dentro da gente. É necessário desabafar.

Tem coisas que precisam ser ditas ou divididas com alguém. Senão a gente enlouquece. Pira mesmo!

Compartilhar o que se sente ou o que se pensa nem sempre é fácil. É preciso muita confiança na pessoa que irá ouvir. E às vezes tudo o que você realmente precisa é de alguém que faça isso. Não de alguém pra discutir, aconselhar, criticar, ou até mesmo dizer: 'eu te disse'. Mas simplesmente alguém que te ouça.

Ser um bom ouvinte também não é nada fácil. Porque, geralmente, não conseguimos apenas ouvir. Queremos falar mais do que escutamos. Então, caro leitor, preze qualquer boa alma que demonstre essa consideração ao te ouvir com atenção.




quinta-feira, 24 de março de 2011

Às vezes...




"Às vezes, na vida, formam-se laços que jamais poderão ser partidos.
Às vezes, você realmente encontra uma pessoa... que sempre a apoiará, haja o que houver.
Talvez seja um esposo e celebre isso com o casamento. Mas também existe a chance... de que essa pessoa com quem vai contar por toda a vida... Aquela pessoa, que te conhece, às vezes, melhor do que você mesma... seja a mesma pessoa que está ao seu lado esse tempo todo."



fonte: (Filme 'Noivas em Guerra')

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não era desejo, era necessidade (Por Srta Sullivan)

De vez em quando dá na gente uma vontade louca de alguma coisa. Algumas pessoas têm essa vontade com mais frequência que outras, mas na real, todas têm.
Há quem confunda. Há quem negue. Há quem ignore. Mas quando esse tipo de vontade bate não tem para onde correr. Ou você cede racionalmente ou você se deixa levar sem pensar no porquê.
Quando se deseja algo, é da natureza humana criar justificativas para conseguir isso. Porém, quando se precisa mesmo de algo a gente procura maneiras práticas e precisas de conseguir. Qual a diferença entre as duas? Simplificando tudo é, o desejo te obriga a agir, a necessidade te compele, te motiva.
Então toda vez que quiser justificar uma ação impensada provavelmente será o desejo falando mais alto. Porém, toda vez que se sentir motivado a conseguir algo provavelmente será a necessidade compelindo você.
No meu caso, na maioria das vezes, não era desejo, era necessidade...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Equilíbrio (Por Srta Sullivan)


Ela, que na sua ânsia de viver abraçava tudo com apego e desespero, percebeu que de nada adiantava amar um mundo que não seria seu, desejar uma vida que não seria a sua ou prender-se a pessoas que nunca ficariam.

Quando começou a entender o desenrolar das coisas decidiu se abdicar delas e recomeçar. Mas mesmo sozinha não se sentia só.

Gozava levemente de sua mais nova liberdade - assim como um pássaro ao tentar o voo pela primeira vez - com vontade e coragem. E percebendo que poderia acostumar-se, resolveu abraçá-la e protegê-la. Dessa vez, não com apego e desespero, pois aprendera o equilíbrio das coisas. Mas com modéstia e humildade já adquiridas. Foi então que encontrou o seu lugar e estacou ali.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Quer mudar? Comece por você!


Mais um ano que se inicia e a ideia de mudança aflora na mente das pessoas. Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: 'Este ano eu compro um carro'. 'Este ano eu reformo a minha casa'. 'Este ano eu ganho na Mega Sena e mudo a vida da minha família'.
Promessas e promessas são feitas a elas mesmas, ano após ano, que de alguma forma perdem a força ou a importância ao longo dos dias.
Seja por falta de tempo ou mesmo por desistência, essas promessas ficam esquecidas, esperando um próximo ano até ganharem força novamente e, então, se tornarem prioridades mais uma vez, ainda que temporárias. Mas pensa só, para que as mudanças ao nosso redor sejam favoráveis é preciso que haja, primeiro, uma mudança interior. E por que não começar por aí?
Que tal desviar um pouquinho os olhos dos bens materiais e pensar um pouquinho em como você pode crescer interiormente? Que tal sair da correnteza e começar nadando contra a maré, buscando desenvolver aquele caráter que fica a desejar ou aquela paciência que muitas vezes lhe falta? Quem sabe o bom humor que poucas pessoas sabem que você tem ou a generosidade que não lhe é tão visível? Ou melhor, que tal mostrar, sinceramente, amor ao próximo? Ou então, mostrar, sinceramente, amor a si mesmo? Que tal neste ano, se esforçar em ser uma pessoa melhor?
Quando a gente muda, o mundo muda. E se você mudar o seu interior, o seu exterior irá refletir isso.

Sendo assim, querido leitor, se você quer mudar, comece por você. =)