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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Coração de Menina (Por Srta Sullivan)


   Ela, que ao longo da vida esbanjava liberdade, sentiu-se presa quando se viu adulta. Tal prisão lhe causava receio, não porque o mundo a aprisionava, mas porque as pessoas não sabiam ser livres também. 
   A liberdade não é algo que se conquista facilmente. E pra ela não tinha sido diferente. Muitos afazeres lhe roubavam o tempo que precisava dedicar a si mesma. E em meio a tantas ocupações, ela ainda conseguia encontrar um tempinho para dedicar a uma das suas maiores paixões: a música. Seu violão era seu grande amigo. Quando ninguém podia entendê-la, ele estava ali, transformando em melodia seus sentimentos mais profundos. Assim ela se encontrava novamente com sua liberdade e se abria pra vida.
   Suas principais qualidades - simplicidade, companheirismo e lealdade - lhe pertenciam desde a infância, logo, eram as mais admiráveis. Uma pena era ela não saber que nem todas as pessoas à sua volta seriam recíprocas ao seu frágil coração. E ninguém podia negar que seu coração era tão lindo e aberto quanto um coração de menina.
   Sua natureza calma e reservada abrigava uma mulher intensa e possessiva. Queria todos para si. Mas nem todos eram dignos. Quando se deparou com essa dura realidade, sofreu intensamente. Mas nem assim fechou seu coração. Continuou acreditando na bondade do ser humano. Afinal, ele foi feito "à imagem de Deus". Isso por si só já era o suficiente para ela continuar tendo uma visão positiva da vida, mesmo que lá no fundo, bem no fundo, suas cicatrizes ainda lhe causassem um certo aperto no peito.

domingo, 10 de junho de 2018

O que a gente faz com o que - aparentemente - não tem serventia? (Por Srta Sullivan)


Esses dias eu estava faxinando o meu quarto e me deparei com um montão de coisas que nem lembrava que tinha. Sabe quando você tira o dia pra arrumar uma bagunça de meses? Pois é, foi meio isso. Não que o meu quarto seja tão bagunçado assim, mas... Vocês entendem.
Roupas, CDs, Livros... Coisas que não eram visitadas há séculos, embora estivessem tão pertinho de mim. Até materiais esportivos eu encontrei... Objetos de uma época em que eu me considerava "a atleta". Tudo isso me fez pensar em como a gente acumula coisas de que não precisa e vai simplesmente deixando ocupar espaço. O mesmo acontece com as pessoas em nossas vidas. Às vezes, por puro comodismo, a gente vai acumulando pessoas ao nosso redor que não tem razão de estar ali. Elas vão ocupando um espaço que poderia ser enriquecido com pessoas que merecessem mesmo tal posição. E o que a gente faz quando essa percepção vem à tona? Se conforma e deixa tudo como está ou toma uma atitude?
A nossa reação vai depender do grau de incômodo que isso nos causa. Eu, por exemplo, tenho uma certa dificuldade de jogar coisas fora. Pra mim, de algum jeito, tudo pode ser reaproveitado. Mas nem sempre pode né. É uma coisa que eu tenho que aceitar. Mas e pra você? Você prefere jogar fora ou reciclar?
Quando se trata de pessoas o melhor é tentar "reciclar". Existem relacionamentos que podem ser recuperados e melhorados, sejam eles românticos, fraternais, paternais, etc. Porque na maioria dos casos, as pessoas à nossa volta valem o nosso esforço e sacrifício. Mas se for o caso de não valer, só você pode mudar isso da maneira que julgar mais apropriada. O que não vale é não fazer nada e continuar acomodado e insatisfeito com a situação. Então, de vez em quando, faça uma faxina na vida. Vale a pena descobrir o que a gente pode mudar pra melhor.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A M I G O S !


A vida da gente é mesmo imprevisível, não é? Uma hora está calma como um lago, outra hora está enlouquecida e agitada como uma forte tempestade. E entre um agito e outro surge em nossas vidas aquele tipo de pessoa que todo mundo quer ter por perto; amigos...

Amigos são pra toda vida. Impossível recusá-los. Ninguém recusa amigos. Ou recusa? Por mais diferentes que sejam de nós, é sempre produtivo aprender, crescer e envelhecer com eles. São os nossos grandes e verdadeiros amores. Pessoas que estão com a gente pro que der e vier.

Quando decidimos ser amigo de alguém, é como se estivéssemos declarando ao mundo que a partir de então faremos parte da vida dessa pessoa até que a morte nos separe. E nem é preciso prometer isso diante de um juiz de paz, de um padre ou pastor.

Amigos nos aceitam do jeito que somos, nos apoiam em todos os momentos de nossas vidas e se fazem presentes sempre que precisamos. Mais do que fiéis, são leais escudeiros. Nos amam por dentro e por fora, com todos os nossos defeitos e qualidades. Dizem a verdade na nossa cara como se fosse a coisa mais fácil do mundo, mesmo quando tudo indica que não a aceitaremos bem. São honestos, são companheiros, nos ouvem com atenção mesmo quando repetimos a história umas mil vezes. Nos aturam de verdade! Porque não é fácil nos aturar. Mas só eles sabem que não importa o que façamos ou digamos, no fundo, por mais tortas que sejam nossas palavras, não era exatamente aquilo o que queríamos dizer.

Nunca cobram o nosso melhor, mas acreditam sinceramente que somos capazes de dá-lo. Sabem que muitas vezes é preciso nos dar bronca, mas fazem isso sem que nos sintamos magoados. Nos trazem pra realidade quando ninguém mais consegue. Perdoam as nossas falhas de carater, desculpam as nossas exaltações, entendem os nossos motivos. Lidam com a gente como uma mãe afetiva e amorosa. Nos corrigem. Nos aconselham. Nos consolam... Nos divertem como ninguém. Sabem lidar com a gente mesmo quando estamos insuportáveis. Gostam da nossa companhia mesmo quando estamos de mau humor. Nos perturbam na mesma proporção que nós a eles, mas fazem isso com mais jeito e simpatia. Sempre sabem o que dizer, mesmo quando não há nada a ser dito. São tudo o que a gente espera e mais um pouco.

Amigos são, sim, irmãos nascidos para quando há aflição!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preciso de Alguém... (Cris Passinato)


Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

domingo, 10 de janeiro de 2010

E mais uma vez deu Unilever!!!


A galera que me conhece sabe que falar sobre vôlei é comigo mesma. E hoje não é diferente. Estou aqui para descrever vividamente qual é a sensação de assistir de perto, ao vivo e a cores, uma partida de vôleibol feminino com várias das jogadoras mais amadas desse nosso Brasilzão!
Hoje me reservei o direito de ir com uma amiga ao maracanãzinho assistir ao jogo de duas grandes equipes, Unilever x São Caetano. Como boa carioca que sou confesso que ver as meninas do time do Rio enfrentar as de Sampa tem sempre um gostinho especial. Ainda mais quando no time adversário temos nomes como Mari, Sheila, Fofão... Não é todo dia que você pode se deliciar assistindo grandes jogadoras como essas. Do lado do Rio a gente tinha Fabi, Fabiana, Érika, Dani Lins, Carol Gattaz, Joycinha, Regiane... Nomes consagrados da nossa querida seleção feminina, entre outras jogadoras.
O que mais me impressionou foi o Bernadinho. Ele é exatamente aquela pessoa "nervosa" que a gente vê na TV. E ao mesmo tempo o melhor técnico do mundo!
O show de solidariedade que os cariocas deram também foi algo muito bonito de se ver. Ao todo, 9 toneladas de alimentos doados para ajudar as pessoas que sofreram perdas com as chuvas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. As jogadoras do Rio não fizeram por menos, doaram mais 9 toneladas. Ao todo, 18 toneladas doadas.
O maracanãzinho estava tanto cheio quanto bonito. Eram quase 10.000 pessoas que lotavam o ginásio. A torcida fez a festa o tempo todo, muito mais quando a vitória das meninas da Unilever foi confirmada num 3º set disputadíssimo. Apesar de torcer pelo Rio não tive como me conter a cada ataque bem feito da Mari e da Sheila. Eu gritava bem alto todas as vezes que elas iam pro saque. E isso irritou algumas pessoas que estavam ao meu lado torcendo pro Rio. Mas pense só, eram a Mari e a Sheila, como eu, que sou louca por essas duas, poderia não gritar? Claro que gritei, gritei muito. Porém, gritei muito mais ao ver a vitória do Rio, mais uma vez, só que dessa vez vi pessoalmente.
Depois do jogo, momento de tietagem... Fiquei a espera das jogadoras para ver se conseguia tirar fotos com elas. E consegui! Com 3 delas pelo menos. Mas não foi dessa vez que tirei foto com a Fabi. Essa foto ela ficou me devendo, mas outras oportunidades virão. Agora que descobri o caminho das pedras não vou querer outra vida. Afinal, me identifico total com aquelas meninas simpáticas. Eu bem que poderia ser uma delas. Será???

sábado, 2 de janeiro de 2010

Parcialmente sóbria?!?! Quem diria...


Quem diria que um dia eu estaria aqui no meu blog escrevendo sobre uma situação um tanto quanto rara pra mim.
Hoje à tarde me dei ao luxo de almoçar ao acompanhamento de um bom vinho. Só que pra pessoas fracas pra bebida como eu, isso resulta no mínimo, em constrangimento. E não deu outra, de ínicio estava parcialmente sóbria, mas logo depois fiquei alta com pouca coisa. E isso me trouxe uma dor de estômago, dor de cabeça e tonteira, além de um sono tremendo. Mas nada como ter amigos experientes que estão sempre prontos a dar dicas de como curar manguaça.
Graças a uma amiga bem intencionada eu melhorei em questão de tempo.
E aqui está o segredo; cure ressaca de vinho com o próprio vinho. Você pode não acreditar, mas funciona mesmo. Eu sou prova viva disso.
Bjus e até a próxima! Quero dizer, até o próximo texto, e não até a próxima ressaca! Fuiii

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Quero mudanças! E você?


Quando um ano termina sempre fica aquela sensação nostálgica e ao mesmo tempo gratificante por se ter conquistado coisas esperadas ou vencido obstáculos aparentemente insuperáveis. Não raro as pessoas fazem planos para o ano seguinte prometendo a si mesmas que farão o possível e o impossível para conseguir realizá-los.
Há quem busque mudanças externas; em sua aparência, em sua casa, no trabalho e assim por diante. Mas há também pessoas que, assim como eu, se preocupam mais com as mudanças internas.
Não que seja necessário esperar um novo ano começar para se fazer as mudanças necessárias. Mas não posso negar o fato de que quando se começa pelo "começo" as coisas tendem a dar mais certo. Você se dedica mais. É como se você devesse esse favor a você mesmo, buscar melhorar naquilo que lhe é necessário, seja externa ou internamente.

Há um tempo atrás eu postei aqui a necessidade das mudanças e o quanto são inevitáveis. Hoje, algum tempo depois continuo com o mesmo conceito e acrescento mais. Além de serem inevitáveis são indispensáveis.
A dica é a seguinte:
-tenha alvos.
-empenhe-se por eles.
-não desista no caminho.

Tenho certeza que dessa maneira você consegue e eu também. Afinal, quero mudanças! E você?