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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Coração de Menina (Por Srta Sullivan)


   Ela, que ao longo da vida esbanjava liberdade, sentiu-se presa quando se viu adulta. Tal prisão lhe causava receio, não porque o mundo a aprisionava, mas porque as pessoas não sabiam ser livres também. 
   A liberdade não é algo que se conquista facilmente. E pra ela não tinha sido diferente. Muitos afazeres lhe roubavam o tempo que precisava dedicar a si mesma. E em meio a tantas ocupações, ela ainda conseguia encontrar um tempinho para dedicar a uma das suas maiores paixões: a música. Seu violão era seu grande amigo. Quando ninguém podia entendê-la, ele estava ali, transformando em melodia seus sentimentos mais profundos. Assim ela se encontrava novamente com sua liberdade e se abria pra vida.
   Suas principais qualidades - simplicidade, companheirismo e lealdade - lhe pertenciam desde a infância, logo, eram as mais admiráveis. Uma pena era ela não saber que nem todas as pessoas à sua volta seriam recíprocas ao seu frágil coração. E ninguém podia negar que seu coração era tão lindo e aberto quanto um coração de menina.
   Sua natureza calma e reservada abrigava uma mulher intensa e possessiva. Queria todos para si. Mas nem todos eram dignos. Quando se deparou com essa dura realidade, sofreu intensamente. Mas nem assim fechou seu coração. Continuou acreditando na bondade do ser humano. Afinal, ele foi feito "à imagem de Deus". Isso por si só já era o suficiente para ela continuar tendo uma visão positiva da vida, mesmo que lá no fundo, bem no fundo, suas cicatrizes ainda lhe causassem um certo aperto no peito.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Pessoa favorita (Por Srta Sullivan)

Existem pessoas que conhecemos ao longo da vida que se tornam únicas de uma maneira muito pessoal e especial. São elas que suportam o nosso verdadeiro eu sem sair correndo de medo ou desespero. Nem sempre entendemos como ou porque isso acontece, mas acontece. E, com o tempo, conseguimos entender que elas chegaram pra ficar e nos sentimos extasiados.
Existem pessoas para quem fomos feitos. E existem pessoas que foram feitas pra nós. O mais legal nisso tudo é quando o encaixe acontece. Por isso existe amigo favorito, irmão favorito, pai ou mãe favorito, filho favorito (mesmo que os pais nunca admitam), amor favorito... Enfim... Todo mundo tem uma pessoa favorita no universo. Se não tem, deveria ter, porque faz um bem danado!
Sendo assim... Seja a pessoa favorita de alguém! Seja digna de ser única na vida de um ser querido! Honre essa pessoa com o melhor que puder e saiba reter em sua vida o melhor da pessoa favorita que te cerca.

domingo, 10 de abril de 2016

Amizade 3 em 1


No último ano conheci uma menininha linda por quem me apaixonei. Não digo paixão no sentido romântico da palavra, mas no sentido de uma predileção acentuada. Em pouco tempo ganhei dela a grata alegria em saber que tamanho sentimento era recíproco! Mas grata ainda fiquei quando dei por mim quão rara e bela é esse tipo de amizade que passamos a desenvolver. Eu, que sempre gostei de fazer novos amigos, me vi pela primeira vez vivenciando um tipo diferente de amizade. Não era apenas uma amizade fraternal, como se tem por um amigo que se torna um irmão. Era mais terna que isso, mais afetiva. Era maternal também, como o amor de uma mãe por uma filha. Uma mãe muito carinhosa, cuidadosa, que orienta e protege. Uma mãe que se torna amiga e irmã. Uma amizade 3 em 1. Dizendo assim talvez seja meio complicado de entender. Mas assim cresceu essa amizade. Tornei-me mãe, irmã e amiga de uma só pessoa.
Desenvolver uma amizade desse tipo é uma responsabilidade um tanto pesada, mas ao mesmo tempo muito prazerosa. Faz com que nos esforcemos mais, nos doemos mais. Faz com que nos importemos verdadeiramente com o outro, na maioria das vezes, mais do que com nós mesmos.
A humildade é intensamente trabalhada. E a paciência é testada até a última gota! Para quem tem problema de orgulho, ele acaba perdendo a vez sem você perceber. E isso é ótimo! Porém, o mais legal, é que numa amizade assim nós crescemos. Mais do que isso, nós entendemos o verdadeiro sentido do que é ser amigo de alguém.... É se doar por inteiro!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Essência (Por Srta Sullivan)


Intensa! Uma pessoa dominada pelos próprios sentimentos. Porém, surpreendentemente racional. No rosto trazia um olhar de menina, doce e agradável. No peito, a esperança de alcançar uma vida plena e feliz. E no coração, algumas marcas que a ensinaram a ver a vida com outros olhos.
Tinha sonhos e queria realizá-los. Quando percebeu que tudo que desejava era possível, foi em busca de seus objetivos, mas sem tirar os pés do chão. E nem os obstáculos no caminho eram motivos para ela desistir. Muito pelo contrário, a impulsionaram para ir além.
Embora fosse uma moça de pouca idade, carregava dentro de si uma maturidade que aprendeu na marra, com a vida, Seu coração grande e amável havia abrigado pessoas que não eram dignas dele e isso lhe causou algumas decepções. Mas mesmo tendo sua confiança traída, ela sequer deixou de confiar no ser humano. Seu coração estava sempre aberto para abrigar novos hóspedes.
Qualquer ser humano normal, no mínimo, se fecharia como uma ostra e se pouparia do risco de viver novas decepções. Mas ela não era normal. Era uma espécie rara, dessas que só se conhece uma vez na vida, e isso se você estiver no lugar certo, na hora certa.
Sua paixão pela vida lhe permitia correr o risco de se relacionar com quase desconhecidos. E foi essa entrega arriscada que lhe trouxe pessoas queridas e confiáveis. Pessoas que ela já não sabia mais viver sem. Justo ela que tão cedo aprendeu o que era traição, também tão cedo aprendeu o que era ter sua confiança verdadeiramente honrada.
Talvez se tivesse se fechado jamais descobriria o que é ter amigos de verdade. Talvez se tivesse se fechado jamais conheceria o verdadeiro significado da palavra fé. Talvez se tivesse se fechado jamais recuperaria sua essência* tão linda e que conquista a todos à sua volta.

Nota: dedico este texto a uma querida amiga que me serviu de inspiração para tal.

*essência: aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Um Encéfalo Em Comum


Há pouco tempo conheci uma pessoa que já faz parte da minha vida como se fôssemos amigas de infância. É curiosa essa sensação de se sentir velha amiga de alguém que você mal conhece. Ao mesmo tempo é uma sensação atraente. Mais curioso ainda é descobrir a quantidade de coisas em comum que se pode ter com uma quase desconhecida. Faz você pensar: quantas pessoas por aí são tão parecidas comigo? E não digo parecidas no sentido superficial da coisa. Mas parecidas num sentido mais profundo. Princípios, valores, crenças, qualidades, defeitos... E gosto musical também, porque sinceramente, não creio que seja algo que se possa chamar de superficial.
Neste mundo onde quase sempre ouvimos dizer que os opostos se atraem, passam quase que imperceptíveis os nossos iguais. E ao contrário do que talvez pareça, não é nada chato e monótono conviver com pessoas parecidas conosco. Pelo contrário, é divertidíssimo! Quem tem uma maneira de olhar parecida com a nossa costuma mais facilmente nos compreender. Você não se sente obrigado a explicar tudo o tempo todo, porque na maior parte do tempo as coisas são claramente entendidas. É tão mais simples. E às vezes o tão mais simples é muito bom também. Digo isso porque, sem perceber, nos acostumamos a gostar do tão mais complicado.
Cada encéfalo é único e especial à sua maneira. E neste meio tempo, sem sequer esperar, encontrei um que tenho apreciado muito. E espero continuar apreciando. Afinal, um encéfalo que não bate de frente com o meu não é nada fácil de encontrar.

domingo, 27 de setembro de 2015

Ela Nunca Se Deixou Acomodar (Por Srta Sullivan)


Delicada, meiga, madura... Talvez fossem essas as qualidades que a definiriam num primeiro instante. Mas a conhecendo de perto, intimamente, duvido que alguém se limitaria a isso.
Era de longe uma pessoa muito gentil. E de perto também. Verdadeira em cada gesto e palavra. Sincera, sim, mas sem perder a graciosidade. Pessoa agradável, dessas que cuidam e zelam pela família e amigos, sabe? E embora vivesse rodeada de pessoas queridas, sabia cuidar muito bem de si. Tanto que às vezes, reservava tempo para ficar sozinha, incluindo tempo para se conhecer.
Trazia no olhar uma alegria de viver. No peito trazia uma paixão pela vida e também pelos animais. Em especial por uma cadelinha muito fofinha. Queria viajar o mundo inteiro, conhecer tudo, principalmente a si mesma. O autoconhecimento nunca lhe escapara da mente. Era algo que ela sabia que precisava alcançar. Ao contrário do que pudesse parecer, ela nunca se deixou acomodar e foi em busca do seu conhecimento pessoal. Desbravar a si mesma era o seu maior desafio. Mas ela não se deixou intimidar. Correu riscos, enfrentou seus medos, fortaleceu sua fé. E foi justamente a sua fé que a conduziu nos momentos mais tenebrosos. Sua fé a ajudou a seguir seu caminho sem olhar para trás. No entanto, apesar dos desafios e das pedras no caminho, ela continuava destemida, não se entregava. E assim seguiu com a vida. Viajou. Apaixonou-se. Viveu! Porém, a vida que ela sonhava ainda não tinha sido realmente alcançada. Por isso se empenhou para viver a vida que desejava alcançar no futuro. Onde todos além dela poderiam usufruir plenamente a felicidade. Só de pensar em quão perto ela estava dessa vida que sempre almejara, só de imaginar que tudo estava tão perto de acontecer, ela fitou o horizonte, ergueu a cabeça e seguiu feliz.

domingo, 12 de abril de 2015

Coração Sem Armadura (Por Srta Sullivan)


Seu sobrenome era 'força', pois tamanha era a força que possuía dentro de si. Já a coragem lhe faltava às vezes, mas sabia disfarçar. Trazia no peito um sentimento profundo, porém pouco conhecido; o medo. Medo de amar e não ser amada. Medo de ferir os à sua volta. Medo de ser dura ao extremo. Medo de não conseguir perdoar. Medo de não ter um final feliz... Mas quem quer apenas um final feliz? Ela queria mais do que isso. Queria ser feliz por inteira, pela vida inteira!

Sabia que o medo precisava ser vencido, mas que sozinha talvez não conseguisse. Mesmo assim resolveu arriscar. Reuniu forças, criou coragem e foi à luta. Devido às circunstâncias ela começou a se entregar mais, se alargar mais. E gostou do modo como passou a se sentir. Ser mais aberta lhe custava um pouco, mas não ser lhe custava bem mais.

Sabendo os riscos que um coração sem armadura poderia correr, se sentiu insegura e se protegeu como pôde. Mesmo sem saber se tal proteção seria realmente necessária, ainda assim manteve o coração aberto. E para a sua alegria, isso lhe rendeu amizades leais. Pessoas que estariam sempre ao seu lado. No entanto, o amor continuou longe de vista, mas ela aprendeu a esperar por ele. Mesmo levando mais tempo que o necessário, com ou sem amor, ela se tornou mais segura, mais corajosa, e muito mais feliz.

domingo, 2 de novembro de 2014

Os Pássaros Sempre Voam

   
   

   John Steinbeck escreveu: "Parece para mim que se você e eu temos que escolher entre duas maneiras de pensar e agir, nós devemos lembrar que vamos morrer e tentar viver de forma que a nossa morte não traga nenhum prazer para o mundo."

   Quando a gente pensa na vida, esquece que um dia ela termina. Mesmo sendo a morte uma coisa muito presente, a gente vive como se ela não existisse. Até que um dia... Até que um dia ela chega, trazendo dor, angústia e sofrimento. E por mais que a gente tenha que lidar com ela, a gente nunca está preparado.
   Alguém me disse uma vez que, nossos entes queridos são como passarinhos e que a morte é como um voo sem volta. Uma hora os passarinhos voam e...
   Sabendo que um dia nós também voaremos, devemos "tentar viver de uma forma que nossa morte não traga nenhum prazer para o mundo." Isso só acontecerá se vivermos de uma forma significativa. Nossa vida deve ser especial, sem clichê. Nossas ações precisam ser inspiradoras. As pessoas ao nosso redor devem ver algo maravilhoso em nós. Algo que as motive. Só assim nossa morte não trará nenhum prazer ao mundo. Pelo contrário, o deixará de luto profundo.
   A vida é preciosa demais para ser desperdiçada com questões mesquinhas e ações egoístas. Seja um exemplo positivo na vida de alguém. Seja um exemplo positivo na sua própria vida!
   Sendo assim, faça longa e significativa a sua caminhada antes que chegue a sua hora de voar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poesia Felicidade

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

(Fernando Pessoa)

domingo, 14 de novembro de 2010

Análise do Fã: Uma triste manhã de novembro



* (Por Daniel Wuo)

"Oito da manhã e seu sono tranquilo é interrompido pelo despertador. Desagradável acordar cedo em pleno domingo, mas para quem recentemente já havia invadido tantas madrugadas sem dormir, oito da manhã parecia mais horário nobre.
Tão nobre quanto o motivo que a fazia despertar. Era dia de final, com grandes perspectivas de título. Título inédito. Pra falar bem a verdade, nesse horário deveria era estar comentando o jogo nos estúdios da TV e não estar se espreguiçando na cama.
Mas subitamente mudará de plano depois de sua experiência da manhã anterior. Teve, na ocasião, de se controlar sabe-se lá como pra não extravasar tudo que sentiu nas três horas de sufoco das brasileiras diante das japonesas. Engoliu a seco os palavrões que, em reações típicas de torcedores, ameaçavam escapar de sua boca.
Não fosse o controle emocional construido ao longo de todos esses anos de carreira e teriam lhe amordaçado com fita isolante para evitar o pior. Conhecia seus limites emocionais como atleta, mas há tempos não sentia na pele o que era ver o jogo sem participar diretamente dele; era novamente caloura na arte de torcer. Sabia que não se conteria dessa vez. Não soltar um palavrãozinho sequer, logo num jogo contra as russas? Mudou os planos e cancelou sua participação. Iria torcer em casa e xingar quem quisesse, o quanto quisesse e do que bem entendesse.
Escovou os dentes e foi então pra um leve aquecimento, na cozinha mesmo. Entre um alongamento e uma golada de café, se imaginou no ginásio e colocou a mão no peito e emocionada ouviu o hino nacional.
Procurou adversário pra cumprimentar e só então se deu conta de que não havia sequer uma rede pra dividir sua quadra, digo, sala. Viu na tela as jogadoras sendo apresentadas, uma a uma, seu treinador acenar para os torcedores. Não usava joelheiras, não tinha cabelo pra ser preso. Seu uniforme era diferente dos de suas companheiras.
Ainda tentou se beliscar pra ver se acordava daquela sensação estranha de estar tão perto de seu mais recente sonho como jogadora, e ao mesmo tempo tão longe e incapaz de ajudar sua seleção a realizá-lo. Sem despertar pra nada e com o braço marcado pela dor, se conformou e enfim, se acomodou no sofá.
Quando viu a equipe abrir boa vantagem logo de cara, sentiu que a vitória não escaparia dessa vez. Com sorriso no rosto viu um sexteto igualmente feliz em quadra, defendendo muito, atacando com precisão. Parecia que o tempo havia parado no set decisivo do dia anterior e agora descongelava, tamanha semelhança na postura das brasileiras.
Depois de ver sua seleção fechar o primeiro set, viu as russas reagirem no segundo. Essas russas não iriam lhe dar sossego assim facilmente, pensou alto.
Quando viu o treinador que tanto admira e que adotou como segundo pai aos berros no pedido de tempo, por um instante pensou que o jogo fosse da seleção masculina. Com a imagem de seu atual treinador de clube na cabeça, lembrou dos tempos em que admirava Ana Moser, via a seleção pela TV e sonhava em um dia estar do outro lado da tela. Quando despersou o pensamento, viu que o jogo estava empatado e teve a certeza de que a garrafa térmica com chá de camomila que havia preparado seria útil.
No set seguinte se viu vibrando, ao ver a bola atacada por Sheilla carimbar o rosto de Sokolova. Era sinal de que, literalmente a essa altura do campeonato, seu lado torcedor dominava o de atleta.
Então veio o quarto set e ela voltou a ter a estranha sensação de estar em quadra. Bateu uma ansiedade enorme. Fechar a partida naquela set era tudo o que mais queriam. Sentia isso no olhar de cada uma. Quando o time russo abriu 10 pontos de vantagem, reencontrou o sentimento de incapacidade total pra ajudar suas companheiras naquele momento. Não via o time em quadra. Viajou um pouco no pensamento e estranhamente viu as jogadoras ali, ao seu lado, sentadas no sofá. Esfregou os olhos e desconfiou do chá de camomila.
O jogo iria então para o quinto set. Segura de que estava ali como torcedora, achou prudente se benzer e preparar uma jarra de suco de maracujá.
Se deu conta de como a equipe havia se abatido no set anterior e ficou feliz ao vê-la retornar com valentia, confiança e concentração reestabelecidas. Gritou, comemorou, roeu as unhas. Ao ver o juiz coreano dar um inapelável veredicto equivocado no ataque de Sheilla, sobrou pra mesinha central, que levou um murro.
Gamova, porém voltara impiedosa. Isso lhe fez lembrar do dia em que, ainda criança, resolveu alugar um VHS do filme Rocky IV.
Recordava-se agora de que havia um gigante lutador russo que parecia um armário e que fazia carnificina com o personagem de Sylvester Stallone.
Relembrando a raiva que tinha na infância, viu na atacante o personagem do filme, o tal Drago, e percebeu que a Rússia era um carma que carregava por muito mais tempo do que imaginava.
Pasma, viu as russas virarem o set na reta final e comemorarem o título.Não podia acreditar naquilo. Estática no sofá, se sentiu frustrada. Em 2006 já havia passado por isso como atleta. Quatro anos depois sofria a mesma angústia como torcedora. Não sabia qual era a mais dolorida das sensações.
Arrasada, já não tinha a menor idéia se era torcedora ou jogadora. Se estava em seu apartamento ou em Tóquio. A única certeza era de que sentia a mesma dor que cada uma das jogadoras carregavam após tanta luta, dedicação e evolução apresentados nesse Mundial.
Viu as amigas Fabi, Jaqueline, Sheilla, Fabiola, Fabiana, Sassá, Thaisa e Natália aos prantos e entendeu mais do que ninguém aquele sofrimento todo. Deixou escapar então uma lágrima de orgulho por se lembrar que faz parte de um grupo com tanto brio e caráter.
Se levantou e, sob o silêncio que tomava conta do apartamento, só pensava no dia em que estaria jogando novamente ao lado desse time."


Fonte: (Esse texto está no site da Mari e foi escrito por um fã. Achei lindo demais. Emocionada, resolvi postá-lo aqui.)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Think About...

Sabe, de vez em quando bate uma vontade de fazer as coisas acontecerem já, exatamente agora. Mas se pensamos um pouco sobre, esperamos, esperamos e adiamos, como se não fosse tão fundamental o breve momento. Num estante queremos abraçar o mundo. No outro, queremos descer dele.
A propósito, se alguém conseguir, por favor, pare o mundo porque eu quero descer. Neste instante eu quero muito descer, ficar um tempo fora e depois voltar para recomeçar. Mas não é possível assim. Nem tão fácil nem possível...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A M I G O S !


A vida da gente é mesmo imprevisível, não é? Uma hora está calma como um lago, outra hora está enlouquecida e agitada como uma forte tempestade. E entre um agito e outro surge em nossas vidas aquele tipo de pessoa que todo mundo quer ter por perto; amigos...

Amigos são pra toda vida. Impossível recusá-los. Ninguém recusa amigos. Ou recusa? Por mais diferentes que sejam de nós, é sempre produtivo aprender, crescer e envelhecer com eles. São os nossos grandes e verdadeiros amores. Pessoas que estão com a gente pro que der e vier.

Quando decidimos ser amigo de alguém, é como se estivéssemos declarando ao mundo que a partir de então faremos parte da vida dessa pessoa até que a morte nos separe. E nem é preciso prometer isso diante de um juiz de paz, de um padre ou pastor.

Amigos nos aceitam do jeito que somos, nos apoiam em todos os momentos de nossas vidas e se fazem presentes sempre que precisamos. Mais do que fiéis, são leais escudeiros. Nos amam por dentro e por fora, com todos os nossos defeitos e qualidades. Dizem a verdade na nossa cara como se fosse a coisa mais fácil do mundo, mesmo quando tudo indica que não a aceitaremos bem. São honestos, são companheiros, nos ouvem com atenção mesmo quando repetimos a história umas mil vezes. Nos aturam de verdade! Porque não é fácil nos aturar. Mas só eles sabem que não importa o que façamos ou digamos, no fundo, por mais tortas que sejam nossas palavras, não era exatamente aquilo o que queríamos dizer.

Nunca cobram o nosso melhor, mas acreditam sinceramente que somos capazes de dá-lo. Sabem que muitas vezes é preciso nos dar bronca, mas fazem isso sem que nos sintamos magoados. Nos trazem pra realidade quando ninguém mais consegue. Perdoam as nossas falhas de carater, desculpam as nossas exaltações, entendem os nossos motivos. Lidam com a gente como uma mãe afetiva e amorosa. Nos corrigem. Nos aconselham. Nos consolam... Nos divertem como ninguém. Sabem lidar com a gente mesmo quando estamos insuportáveis. Gostam da nossa companhia mesmo quando estamos de mau humor. Nos perturbam na mesma proporção que nós a eles, mas fazem isso com mais jeito e simpatia. Sempre sabem o que dizer, mesmo quando não há nada a ser dito. São tudo o que a gente espera e mais um pouco.

Amigos são, sim, irmãos nascidos para quando há aflição!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Indas e vindas do amor (Valentine's day)


Se você está a fim de ver um filme empolgante, divertido e romântico, com atores e atrizes belíssimos e com um final feliz, com certeza, esse é o filme.
Ontem, uma amiga e eu fomos assisti-lo e saímos do cinema correspondidas. Nossas expectativas eram grandes com respeito a ele, pois trás junto de si um elenco brilhante. Nomes como Júlia Roberts, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Jennifer Garder, Taylor Lautner (o queridinho das meninas), entre outros.
Eu que sou mega fã dos filmes da Anne confesso que vê-la nesse filme me pegou de surpresa. Ela está totalmente diferente do que estou acostumada a ver. Mas continua dando um banho de interpretação.
Minha maior felicidade foi rever Júlia Roberts atuando. Como sempre ela é impecável. Há tempos não via um filme com ela e nesse ela tá fofa.
Não posso deixar de falar do Taylor já que é notório os músculos a menos nesse filme. Com certeza foi gravado antes de Lua Nova. A participação dele é pequena, mas só de vê-lo a gente já fica feliz. Tá lindo como sempre!
A todos que desejarem, eu indico Valentine's day!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eu acredito, sim, no livre-arbítrio!


Essa mania que as pessoas têm de dizer que tudo é culpa ou causa do Destino realmente me irrita.
Quando tais afirmam isso é como se estivessem dizendo a elas mesmas e ao resto do mundo que nós não temos escolha, pois não importa o que façamos para reverter a situação ela vai acontecer.
Não quero através deste texto entrar numa polêmica, mas confesso que o livre-arbítrio se faz necessário em todas as situações da vida. Mesmo em coisas triviais, como também nas coisas sérias. A gente tem sim uma escolha, seguir ou não seguir, acreditar ou não acreditar, comer ou não comer o "fruto" que nos é oferecido diariamente.
Saber que o poder de fazer o que bem entender está nas suas mãos aumenta as responsabilidades, aumenta os riscos. E talvez seja por isso que muitos preferem acreditar que algo como o destino pode decidir por eles ao invés de eles mesmos.
Quando Deus disse a Adão e Eva que não comece do fruto, será que eles não tinham escolha? É claro que tinham, e não só tinham como de antemão sabiam quais seriam as consequências. Mesmo assim eles assumiram o risco de comer. Era o destino deles morrer, comendo ou não o fruto? Ou eles poderiam ter um futuro diferente se optassem por uma outra decisão? (Isso aqui é só um exemplo, e eu creio que você já deve saber a resposta.)

Seu destino é você quem faz através do seu livre-arbítrio!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preciso de Alguém... (Cris Passinato)


Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

domingo, 10 de janeiro de 2010

E mais uma vez deu Unilever!!!


A galera que me conhece sabe que falar sobre vôlei é comigo mesma. E hoje não é diferente. Estou aqui para descrever vividamente qual é a sensação de assistir de perto, ao vivo e a cores, uma partida de vôleibol feminino com várias das jogadoras mais amadas desse nosso Brasilzão!
Hoje me reservei o direito de ir com uma amiga ao maracanãzinho assistir ao jogo de duas grandes equipes, Unilever x São Caetano. Como boa carioca que sou confesso que ver as meninas do time do Rio enfrentar as de Sampa tem sempre um gostinho especial. Ainda mais quando no time adversário temos nomes como Mari, Sheila, Fofão... Não é todo dia que você pode se deliciar assistindo grandes jogadoras como essas. Do lado do Rio a gente tinha Fabi, Fabiana, Érika, Dani Lins, Carol Gattaz, Joycinha, Regiane... Nomes consagrados da nossa querida seleção feminina, entre outras jogadoras.
O que mais me impressionou foi o Bernadinho. Ele é exatamente aquela pessoa "nervosa" que a gente vê na TV. E ao mesmo tempo o melhor técnico do mundo!
O show de solidariedade que os cariocas deram também foi algo muito bonito de se ver. Ao todo, 9 toneladas de alimentos doados para ajudar as pessoas que sofreram perdas com as chuvas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. As jogadoras do Rio não fizeram por menos, doaram mais 9 toneladas. Ao todo, 18 toneladas doadas.
O maracanãzinho estava tanto cheio quanto bonito. Eram quase 10.000 pessoas que lotavam o ginásio. A torcida fez a festa o tempo todo, muito mais quando a vitória das meninas da Unilever foi confirmada num 3º set disputadíssimo. Apesar de torcer pelo Rio não tive como me conter a cada ataque bem feito da Mari e da Sheila. Eu gritava bem alto todas as vezes que elas iam pro saque. E isso irritou algumas pessoas que estavam ao meu lado torcendo pro Rio. Mas pense só, eram a Mari e a Sheila, como eu, que sou louca por essas duas, poderia não gritar? Claro que gritei, gritei muito. Porém, gritei muito mais ao ver a vitória do Rio, mais uma vez, só que dessa vez vi pessoalmente.
Depois do jogo, momento de tietagem... Fiquei a espera das jogadoras para ver se conseguia tirar fotos com elas. E consegui! Com 3 delas pelo menos. Mas não foi dessa vez que tirei foto com a Fabi. Essa foto ela ficou me devendo, mas outras oportunidades virão. Agora que descobri o caminho das pedras não vou querer outra vida. Afinal, me identifico total com aquelas meninas simpáticas. Eu bem que poderia ser uma delas. Será???

sábado, 2 de janeiro de 2010

Parcialmente sóbria?!?! Quem diria...


Quem diria que um dia eu estaria aqui no meu blog escrevendo sobre uma situação um tanto quanto rara pra mim.
Hoje à tarde me dei ao luxo de almoçar ao acompanhamento de um bom vinho. Só que pra pessoas fracas pra bebida como eu, isso resulta no mínimo, em constrangimento. E não deu outra, de ínicio estava parcialmente sóbria, mas logo depois fiquei alta com pouca coisa. E isso me trouxe uma dor de estômago, dor de cabeça e tonteira, além de um sono tremendo. Mas nada como ter amigos experientes que estão sempre prontos a dar dicas de como curar manguaça.
Graças a uma amiga bem intencionada eu melhorei em questão de tempo.
E aqui está o segredo; cure ressaca de vinho com o próprio vinho. Você pode não acreditar, mas funciona mesmo. Eu sou prova viva disso.
Bjus e até a próxima! Quero dizer, até o próximo texto, e não até a próxima ressaca! Fuiii

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Quero mudanças! E você?


Quando um ano termina sempre fica aquela sensação nostálgica e ao mesmo tempo gratificante por se ter conquistado coisas esperadas ou vencido obstáculos aparentemente insuperáveis. Não raro as pessoas fazem planos para o ano seguinte prometendo a si mesmas que farão o possível e o impossível para conseguir realizá-los.
Há quem busque mudanças externas; em sua aparência, em sua casa, no trabalho e assim por diante. Mas há também pessoas que, assim como eu, se preocupam mais com as mudanças internas.
Não que seja necessário esperar um novo ano começar para se fazer as mudanças necessárias. Mas não posso negar o fato de que quando se começa pelo "começo" as coisas tendem a dar mais certo. Você se dedica mais. É como se você devesse esse favor a você mesmo, buscar melhorar naquilo que lhe é necessário, seja externa ou internamente.

Há um tempo atrás eu postei aqui a necessidade das mudanças e o quanto são inevitáveis. Hoje, algum tempo depois continuo com o mesmo conceito e acrescento mais. Além de serem inevitáveis são indispensáveis.
A dica é a seguinte:
-tenha alvos.
-empenhe-se por eles.
-não desista no caminho.

Tenho certeza que dessa maneira você consegue e eu também. Afinal, quero mudanças! E você?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Devaneio Esferográfico (Rockz)

Me peguei emocionado
Com uma música romântica, vou desligar o rádio
Percebi algo de errado
O que está acontecendo?
Estou sei lá, fragilizado
É, mas isso não se diz

Me peguei atravessando
Uma rua em pleno centro, mergulhado em pensamentos
Quase fui atropelado, a orquestra de buzinas
Se infultrou nos meus tormentos
É, mais isso não se diz
É, mais isso não se diz

As folhas caídas nas calçadas
Passeavam com a ajuda do vento
E até a rotina mau-humorada
Quase bela pra quem é atento

Me peguei pensando alto
E as pessoas do metrô me olhavam de canto de olho
E eu fiquei envergonhado
Por falar seu apelido que criei quando era seu namorado
Me peguei ali ridículo
No meu interrogatório de perguntas desprezíveis
Para amigos invisíveis, que concordam com a cabeça
Esqueça tudo o que eu te digo

Me peguei ali parado
Na escada do seu prédio, escrevendo num caderno
Devaneio esferográfico, uma carta mal escrita
Que o porteiro leu eufórico
É, mas isso não se diz

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Anjos no Aquário (Julio Emilio Braz)

"Sou um anjo falso afogado num belo aquário de aparências onde me transformo num encantador peixinho dourado.
Sou um peixinho dourado preso num pequeno aquário diante do qual meus pais aparecem de quando em quando para me ver, para dizer o que deve fazer, ser e aprender. Para ver se estou sendo boa menina.
Sou um peixinho dourado cansado de ser um peixinho dourado, um anjo imaturo que os outros admiram e esperam que se comporte bem, mas que poucos tocam, ou se preocupam com o que pensa, com o que sente ou com o que deseja para si mesmo.
Sou apenas um peixinho dourado - um anjo que não deu certo - nadando na imensidão de limites estreitos de seus olhares, vítima de sua própria beleza.

Sinto dizer, mas vou decepcioná-los."