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domingo, 14 de abril de 2013

Virando a página!

Mudar é sempre bom. Mudar hábitos, principalmente. Tudo que permanece igual se torna enfadonho, tedioso... As coisas precisam se renovar. A vida da gente precisa seguir. Ah como eu gosto dessa palavrinha: mudança. Traz um ar de renovação que muito me agrada. É como se um capítulo se encerrasse e outro começasse.
Acredito sinceramente que  para mudar alguma coisa na vida da gente requer coragem e disposição. E como não está em mim permanecer a mesma, cá estou virando a página. Tudo me leva a crer que o próximo capítulo será bem mais interessante.

sábado, 21 de julho de 2012

E ela nunca mais foi a mesma

Odiava ser frágil. Mas, mais que isso, odiava parecer frágil. Tentava esconder ao máximo o quanto era sensível e como as coisas lhe atingiam com facilidade. Decidiu criar uma barreia que a afastasse dos sentimentos. Tornou-se fria. Insensível. Não se comovia mais. Não se doía mais. Experimentou pela primeira vez a sensação de não se importar. Tornou-se uma pessoa distante. Ninguém a procurava. Nunca era convidada para nada. Aos poucos os seus foram esquecendo-se dela. Aos poucos ela fora esquecendo-se deles.
Num determinado tempo, viu-se sozinha. Sentia falta de algo, mas não sabia do quê. Quis chorar, mas não sabia como. Antes era só sentir-se feliz ou triste que as lágrimas simplesmente corriam. Agora, nem com toda força do mundo, elas molhavam o seu rosto. O seu mar interior havia secado. Finalmente entendeu que tudo mudara e passou a odiar a mudança. Embora não sofresse mais, também não era feliz. Não conseguia ser. Perdeu-se de tudo e de todos. E ela nunca mais foi a mesma.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Tem gente que é ostra"


"As ostras têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores. (...) A ostra tem uma forma curiosa de se defender. Quando um parasita invade seu corpo, ela libera uma substância chamada madrepérola, que se cristaliza sobre o invasor impedindo-o de se reproduzir. Depois de cerca de três anos esse material vira uma pérola." - (Wikipédia)

Na vida, ao longo da nossa caminhada encontramos pessoas que se encaixam nesse perfil. Já se perguntou por quê elas são desse jeito? Se você conhece ou conheceu alguém assim, provavelmente já. Então vamos tentar uma explicação simples. Eu tenho uma teoria.

As ostras têm um corpo mole - comparando-as a um ser humano poderíamos dizer que são extremamente sensíveis, frágeis, delicadas...

Protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores - pessoas sensíveis tendem a ser fechadas. É como se constantemente usassem uma armadura impenetrável que as protegesse de tudo e de todos.

Quando um parasita invade seu corpo, ela libera uma substância chamada madrepérola, que se cristaliza sobre o invasor impedindo-o de se reproduzir - quando uma pessoa-ostra é atingida (ferida ou magoada) por alguém, ela busca meios de se defender. Algumas imobilizam o "invasor", afastando-o de sua vida, de seu convívio para que não as magoe novamente. Já outras imobilizam os sentimentos, tentando impedir que a dor causada jamais seja sentida.

Depois de cerca de três anos esse material vira uma pérola - Digamos que a tal pérola seja as cicatrizes ou as lembranças não gratas de tais pessoas.

Tudo isso faz algum sentido pra você? Bem, talvez faça para elas.


quarta-feira, 30 de março de 2011

E o momento chegou... finalmente!


SEM COMENTÁRIOS!


(... Mas como não consigo não comentar, vâmos lá. rs)



Ir ao jogo da Unilever é sempre bom. Principalmente quando se tem ingresso especial (VIP). Para nós - torcedores apaixonados pelo vôleibol e pelas jogadoras - isso só quer dizer uma coisa: foto!


Cara, não tem como! Quem é torcedor como eu sabe do que estou falando. Mas você não vai ao jogo só por isso. Claro que não.


Você vai ao jogo para torcer e ver a vitória do time. E quando o time é bom, a vitória é praticamente certa, daí, fica até chato sempre ganhar de lavada. Perde a emoção, sabe.

Sou daquelas torcedoras que gosta de 'sofrer', que gosta do jogo disputado, ponto a ponto, com direito a tie-break e tudo mais. Se bem que, se fosse sempre assim o coração não iria aguentar. Então, pensando bem, vencer por 3x0 também é bom. Na verdade, é ótimo! Mostra que o time está consentrado, empenhado, disposto. Como foi o caso, ontem.


Ganhamos do São Bernardo sem muito esforço e estamos nas semifinais - o que já era de se esperar. A grande surpresa da noite foi uma certa jogadora, que por sinal é muito querida apesar de ser conhecia por sua 'frieza', ficar para tirar fotos com alguns torcedores. Ela, sim, ela que sempre sai batida no final dos jogos, ontem, ficou. Sim, ficou. E o momento chegou... finalmente!


Todo mundo sabe que, para mim, a Fabí é a melhor. Mas poucos sabem que a minha paixão pelo vôlei feminino começou com a Mari. Ela representa muito bem a seleção e com certeza é uma das melhores que temos atualmente. E o melhor de tudo: ELA TIROU FOTO COMIGO! *_*

segunda-feira, 14 de março de 2011

Um dia a ser lembrado


Domingo, 13 de março de 2011, último dia (não oficial) de carnaval para os que curtem. Para outros, dia de jogo. De futebol? Também, já que vários times jogaram nesse domingo e venceram, incluindo o meu Vasco. Mas o jogo em questão não foi o de futebol. Foi uma outra paixão do brasileiro, no caso, dos cariocas, o vôleibol.

O domingo começou com, nada mais nada menos que duas ótimas duplas masculinas se enfrentando na disputa do Rei da Praia, em Ipanema. E domingo que começa com vôlei só pode terminar com vôlei.

No início da noite, no Maracanãzinho, a tão amada equipe carioca da Unilever enfrentou a equipe do Banana Boat/Praia Clube.

A Uni vinha de uma derrota feia de 3x0 pro Vôlei Futuro há dois dias antes. O que esperar das meninas depois disso? O que o sábio Bernardo sempre espera - a reação, a volta por cima, a vitória. E não deu outra. Elas deram show!

Numa noite inspiradíssima, Sheilla mostrou o que sabe fazer como ninguém; atacar, bloquear, levantar, defender... Nada mais justo do que a própria levar o troféu Viva Vôlei.

Mas o que fez dessa noite um dia a ser lembrado? A torcida? O adversário? A vítória? Não. Porque a torcida nem estava presente em peso. O adversário nem era tão forte. E a vitória já era praticamente certa.

Na verdade o que fez desse jogo o melhor de todos foi as pessoas que encontrei lá e o fato de, pela primeira vez, termos ficado na area VIP. Não tietar as jogadoras era impossível. Todas muito simpáticas, atenciosas, humildes - qualidades importantes que fazem de alguém um grande atleta. Daí, vieram os elogios, os abraços, as fotos... Ah, as fotos. Eu, que sempre quis uma foto com a Fabi finalmente consegui. Conheci a mamãe dela. Simpatia é de família, porque ela é uma fofa.

Na volta pra casa, depois de um jogo perfeito como esse, tudo o que passa na cabeça é: "GO UNIII! \õ/"

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não era desejo, era necessidade (Por Srta Sullivan)

De vez em quando dá na gente uma vontade louca de alguma coisa. Algumas pessoas têm essa vontade com mais frequência que outras, mas na real, todas têm.
Há quem confunda. Há quem negue. Há quem ignore. Mas quando esse tipo de vontade bate não tem para onde correr. Ou você cede racionalmente ou você se deixa levar sem pensar no porquê.
Quando se deseja algo, é da natureza humana criar justificativas para conseguir isso. Porém, quando se precisa mesmo de algo a gente procura maneiras práticas e precisas de conseguir. Qual a diferença entre as duas? Simplificando tudo é, o desejo te obriga a agir, a necessidade te compele, te motiva.
Então toda vez que quiser justificar uma ação impensada provavelmente será o desejo falando mais alto. Porém, toda vez que se sentir motivado a conseguir algo provavelmente será a necessidade compelindo você.
No meu caso, na maioria das vezes, não era desejo, era necessidade...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

"Ô, ô, ô a Mari voltou!!!"


O que motiva um torcedor? Ver o seu time vencer? Ver o seu time jogar bem? Ou ver o seu jogador favorito voltando a jogar? Bem, eu diria que tudo isso e muito mais.


Neste final de semana, nós, torcedores da equipe de vôlei Unilever tivemos a grande alegria de ver novamente em quadra a nossa querida Mari.
Afastada desde 26 de agosto de 2010 por causa da lesão no joelho direito, Mari ficou uns cinco meses se tratanto e não via a hora de entrar em quadra. Não só ela, mas todos nós. A torcida da Unilever não se aguentava mais.

Quando foi anunciado pela própria de que sua volta seria na quinta-feira, dia 17, todos pensamos que finalmente a espera terminaria. Mari até chegou a ser apresentada a torcida, mas jogar mesmo, não jogou. O Bernardo, técnico da Unilever, não colocou a Mari para jogar. O que só veio a acontecer de fato no sábado, dia 19.

Chegado o dia, tanto Mari quanto a torcida não se cabiam de felicidade. E como expressão de seu amor pela mais que aguardada jogadora, a torcida alegremente cantou: "Ô, ô, ô a Mari voltou!!!"

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Equilíbrio (Por Srta Sullivan)


Ela, que na sua ânsia de viver abraçava tudo com apego e desespero, percebeu que de nada adiantava amar um mundo que não seria seu, desejar uma vida que não seria a sua ou prender-se a pessoas que nunca ficariam.

Quando começou a entender o desenrolar das coisas decidiu se abdicar delas e recomeçar. Mas mesmo sozinha não se sentia só.

Gozava levemente de sua mais nova liberdade - assim como um pássaro ao tentar o voo pela primeira vez - com vontade e coragem. E percebendo que poderia acostumar-se, resolveu abraçá-la e protegê-la. Dessa vez, não com apego e desespero, pois aprendera o equilíbrio das coisas. Mas com modéstia e humildade já adquiridas. Foi então que encontrou o seu lugar e estacou ali.

domingo, 14 de novembro de 2010

Análise do Fã: Uma triste manhã de novembro



* (Por Daniel Wuo)

"Oito da manhã e seu sono tranquilo é interrompido pelo despertador. Desagradável acordar cedo em pleno domingo, mas para quem recentemente já havia invadido tantas madrugadas sem dormir, oito da manhã parecia mais horário nobre.
Tão nobre quanto o motivo que a fazia despertar. Era dia de final, com grandes perspectivas de título. Título inédito. Pra falar bem a verdade, nesse horário deveria era estar comentando o jogo nos estúdios da TV e não estar se espreguiçando na cama.
Mas subitamente mudará de plano depois de sua experiência da manhã anterior. Teve, na ocasião, de se controlar sabe-se lá como pra não extravasar tudo que sentiu nas três horas de sufoco das brasileiras diante das japonesas. Engoliu a seco os palavrões que, em reações típicas de torcedores, ameaçavam escapar de sua boca.
Não fosse o controle emocional construido ao longo de todos esses anos de carreira e teriam lhe amordaçado com fita isolante para evitar o pior. Conhecia seus limites emocionais como atleta, mas há tempos não sentia na pele o que era ver o jogo sem participar diretamente dele; era novamente caloura na arte de torcer. Sabia que não se conteria dessa vez. Não soltar um palavrãozinho sequer, logo num jogo contra as russas? Mudou os planos e cancelou sua participação. Iria torcer em casa e xingar quem quisesse, o quanto quisesse e do que bem entendesse.
Escovou os dentes e foi então pra um leve aquecimento, na cozinha mesmo. Entre um alongamento e uma golada de café, se imaginou no ginásio e colocou a mão no peito e emocionada ouviu o hino nacional.
Procurou adversário pra cumprimentar e só então se deu conta de que não havia sequer uma rede pra dividir sua quadra, digo, sala. Viu na tela as jogadoras sendo apresentadas, uma a uma, seu treinador acenar para os torcedores. Não usava joelheiras, não tinha cabelo pra ser preso. Seu uniforme era diferente dos de suas companheiras.
Ainda tentou se beliscar pra ver se acordava daquela sensação estranha de estar tão perto de seu mais recente sonho como jogadora, e ao mesmo tempo tão longe e incapaz de ajudar sua seleção a realizá-lo. Sem despertar pra nada e com o braço marcado pela dor, se conformou e enfim, se acomodou no sofá.
Quando viu a equipe abrir boa vantagem logo de cara, sentiu que a vitória não escaparia dessa vez. Com sorriso no rosto viu um sexteto igualmente feliz em quadra, defendendo muito, atacando com precisão. Parecia que o tempo havia parado no set decisivo do dia anterior e agora descongelava, tamanha semelhança na postura das brasileiras.
Depois de ver sua seleção fechar o primeiro set, viu as russas reagirem no segundo. Essas russas não iriam lhe dar sossego assim facilmente, pensou alto.
Quando viu o treinador que tanto admira e que adotou como segundo pai aos berros no pedido de tempo, por um instante pensou que o jogo fosse da seleção masculina. Com a imagem de seu atual treinador de clube na cabeça, lembrou dos tempos em que admirava Ana Moser, via a seleção pela TV e sonhava em um dia estar do outro lado da tela. Quando despersou o pensamento, viu que o jogo estava empatado e teve a certeza de que a garrafa térmica com chá de camomila que havia preparado seria útil.
No set seguinte se viu vibrando, ao ver a bola atacada por Sheilla carimbar o rosto de Sokolova. Era sinal de que, literalmente a essa altura do campeonato, seu lado torcedor dominava o de atleta.
Então veio o quarto set e ela voltou a ter a estranha sensação de estar em quadra. Bateu uma ansiedade enorme. Fechar a partida naquela set era tudo o que mais queriam. Sentia isso no olhar de cada uma. Quando o time russo abriu 10 pontos de vantagem, reencontrou o sentimento de incapacidade total pra ajudar suas companheiras naquele momento. Não via o time em quadra. Viajou um pouco no pensamento e estranhamente viu as jogadoras ali, ao seu lado, sentadas no sofá. Esfregou os olhos e desconfiou do chá de camomila.
O jogo iria então para o quinto set. Segura de que estava ali como torcedora, achou prudente se benzer e preparar uma jarra de suco de maracujá.
Se deu conta de como a equipe havia se abatido no set anterior e ficou feliz ao vê-la retornar com valentia, confiança e concentração reestabelecidas. Gritou, comemorou, roeu as unhas. Ao ver o juiz coreano dar um inapelável veredicto equivocado no ataque de Sheilla, sobrou pra mesinha central, que levou um murro.
Gamova, porém voltara impiedosa. Isso lhe fez lembrar do dia em que, ainda criança, resolveu alugar um VHS do filme Rocky IV.
Recordava-se agora de que havia um gigante lutador russo que parecia um armário e que fazia carnificina com o personagem de Sylvester Stallone.
Relembrando a raiva que tinha na infância, viu na atacante o personagem do filme, o tal Drago, e percebeu que a Rússia era um carma que carregava por muito mais tempo do que imaginava.
Pasma, viu as russas virarem o set na reta final e comemorarem o título.Não podia acreditar naquilo. Estática no sofá, se sentiu frustrada. Em 2006 já havia passado por isso como atleta. Quatro anos depois sofria a mesma angústia como torcedora. Não sabia qual era a mais dolorida das sensações.
Arrasada, já não tinha a menor idéia se era torcedora ou jogadora. Se estava em seu apartamento ou em Tóquio. A única certeza era de que sentia a mesma dor que cada uma das jogadoras carregavam após tanta luta, dedicação e evolução apresentados nesse Mundial.
Viu as amigas Fabi, Jaqueline, Sheilla, Fabiola, Fabiana, Sassá, Thaisa e Natália aos prantos e entendeu mais do que ninguém aquele sofrimento todo. Deixou escapar então uma lágrima de orgulho por se lembrar que faz parte de um grupo com tanto brio e caráter.
Se levantou e, sob o silêncio que tomava conta do apartamento, só pensava no dia em que estaria jogando novamente ao lado desse time."


Fonte: (Esse texto está no site da Mari e foi escrito por um fã. Achei lindo demais. Emocionada, resolvi postá-lo aqui.)

Não foi dessa vez Brasil, mas valeu!


ISSO É BRASIL! (PARABÉNS MENINAS, PELA PRATA!)



CONCENTRAÇÃO



COMPANHEIRISMO



ALEGRIA



FORÇA



AGILIDADE



GARRA



DETERMINAÇÃO



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

R.E.S.P.E.I.T.O


res.pei.tar- 1. Tratar com reverência ou acatamento, honrar. 2. Por atenção ou importância a, considerar. 3. Não agir contrariamente a (decisão, orientação, regra); acatar. 4. Agir de modo que não fira, não prejudique ou não ofenda (alguém) ou não destrua (algo).

Muitas pessoas desconhecem tal significado. E as que conhecem, vez por outra deixam de por em prática. Podem atirar a primeira pedra, esta que vos fala deixou a desejar. Aconteceu esta semana. Por isso fui movida a postar sobre o assunto.

Talvez pareça pura hipocrisia da minha parte querer falar sobre algo que eu mesma não coloquei em prática. No entanto, é exatamente isso que eu gostaria de trazer a atenção.

É muito fácil agir de modo que fira ou ofenda alguém, ainda que involuntariamente. Quando uma pessoa demonstra respeito por você, você se sente no dever de respeitá-la também, por maior que sejam as diferenças entre vocês. Mas quando uma pessoa não faz isso, meu amigo, você pega o embalo, você também não corresponde. E é aí que você peca. Perde totalmente a razão.

O ditado é certo: 'quando um não quer, dois não brigam'. Mas Frejat mostrou entender a raça humana quando escreveu: "se você quer brigar... pode vir quente que eu estou fervendo". E na maioria das vezes é assim que funciona. Mas não tem que ser assim.

Recentemente, uma pessoa muito sábia me disse que "talvez pessoas amantes das flores tenham uma sensibilidade em comum e inerente... Às vezes a intimidade com a natureza nos torne tão serena quanto elas, a ponto de, como você [eu] disse, não 'entrar numa' com ninguém".

Sendo assim, é tempo de ROSAS. Procurarei cultivar as minhas para não 'entrar numa' novamente.


PS: 'RAZÃO OU FELICIDADE?' Um pouco de ambas estaria de bom tamanho, pero sin desrespeitar a nadie.

quinta-feira, 11 de março de 2010

I (L) SP


No último fim de semana viajei com minha mãe e vários amigos para uma cidadezinha encantadora no "interior" de São Paulo. Cesário Lange era o nome do lugar.
Para as pessoas que me conhecem e reconhecem minha grande paixão pela vida no campo, fica fácil saber como eu me senti estando, ainda que por poucos dias, num lugar assim. Muito mais feliz do que pinto no lixo, como diria minha irmã.
A vida no interior tem atrações naturais, o que muito me agrada. E para minha plena felicidade, tinha chuveiro elétrico! Pronto, daí eu estava feita. Completamente à vontade.
O curioso é que não choveu lá. São Paulo é um lugar conhecido por viver submerso e presenciar justamente o contrário é um marco histórico na vida de qualquer um. Mas curioso ainda foi voltar pro Rio e saber que o dilúvio de Sampa rolou aqui. Quem diria...
Vale lembrar que quando chegamos lá, sim, estava chovendo. Mas era a garoa de sempre, que todo mundo conhece. O que foi surpresa foi o sol brilhar pra gente horas depois. Mais surpresa ainda eu fiquei quando, consequentemente, comecei a sentir calor. Me senti, mais uma vez, em casa.
Confessarei que não me senti nem um pouco em casa com o frio da noite. Na verdade, nenhum carioca se sentiu à vontade. E fomos claramente identificados porque nenhum paulista andava agasalhado como nós. Nossa maneira de nos vestir é bem diferente da deles - já acostumados com a noite fria.
Não acho necessário comentar o sotaque dos paulistas porque vocês já fazem ideia de como é. Também nem preciso dizer que a articulação deles não é muito clara e isso faz com que você peça para a caixa do supermercado repetir 3 vezes a mesma frase até que você claramente a entenda. Não contarei também que mesmo no interior você acha muitas pessoas de estilo alternativo. E por mais que você queira fugir da confusão que é a cidade grande, é super estranho passar pela praça mais movimentada de um lugar e não ver sequer uma pizzaria, ou churrascaria, ou lanchonete, ou um boteco na esquina. Tudo o que você encontra aberto são: mercados, drogarias e uma sorveteria.
Mas também, o que eu podia esperar? Eu estava no "interior", em meio a muito verde, rios, árvores, respirando ar puro, livre, leve e solta! Isso já foi o suficiente para me deixar feliz.
Hoje, dias depois, ainda sinto o cheiro da grama. Estranho, né? rs

domingo, 10 de janeiro de 2010

E mais uma vez deu Unilever!!!


A galera que me conhece sabe que falar sobre vôlei é comigo mesma. E hoje não é diferente. Estou aqui para descrever vividamente qual é a sensação de assistir de perto, ao vivo e a cores, uma partida de vôleibol feminino com várias das jogadoras mais amadas desse nosso Brasilzão!
Hoje me reservei o direito de ir com uma amiga ao maracanãzinho assistir ao jogo de duas grandes equipes, Unilever x São Caetano. Como boa carioca que sou confesso que ver as meninas do time do Rio enfrentar as de Sampa tem sempre um gostinho especial. Ainda mais quando no time adversário temos nomes como Mari, Sheila, Fofão... Não é todo dia que você pode se deliciar assistindo grandes jogadoras como essas. Do lado do Rio a gente tinha Fabi, Fabiana, Érika, Dani Lins, Carol Gattaz, Joycinha, Regiane... Nomes consagrados da nossa querida seleção feminina, entre outras jogadoras.
O que mais me impressionou foi o Bernadinho. Ele é exatamente aquela pessoa "nervosa" que a gente vê na TV. E ao mesmo tempo o melhor técnico do mundo!
O show de solidariedade que os cariocas deram também foi algo muito bonito de se ver. Ao todo, 9 toneladas de alimentos doados para ajudar as pessoas que sofreram perdas com as chuvas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. As jogadoras do Rio não fizeram por menos, doaram mais 9 toneladas. Ao todo, 18 toneladas doadas.
O maracanãzinho estava tanto cheio quanto bonito. Eram quase 10.000 pessoas que lotavam o ginásio. A torcida fez a festa o tempo todo, muito mais quando a vitória das meninas da Unilever foi confirmada num 3º set disputadíssimo. Apesar de torcer pelo Rio não tive como me conter a cada ataque bem feito da Mari e da Sheila. Eu gritava bem alto todas as vezes que elas iam pro saque. E isso irritou algumas pessoas que estavam ao meu lado torcendo pro Rio. Mas pense só, eram a Mari e a Sheila, como eu, que sou louca por essas duas, poderia não gritar? Claro que gritei, gritei muito. Porém, gritei muito mais ao ver a vitória do Rio, mais uma vez, só que dessa vez vi pessoalmente.
Depois do jogo, momento de tietagem... Fiquei a espera das jogadoras para ver se conseguia tirar fotos com elas. E consegui! Com 3 delas pelo menos. Mas não foi dessa vez que tirei foto com a Fabi. Essa foto ela ficou me devendo, mas outras oportunidades virão. Agora que descobri o caminho das pedras não vou querer outra vida. Afinal, me identifico total com aquelas meninas simpáticas. Eu bem que poderia ser uma delas. Será???