quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A M I G O S !


A vida da gente é mesmo imprevisível, não é? Uma hora está calma como um lago, outra hora está enlouquecida e agitada como uma forte tempestade. E entre um agito e outro surge em nossas vidas aquele tipo de pessoa que todo mundo quer ter por perto; amigos...

Amigos são pra toda vida. Impossível recusá-los. Ninguém recusa amigos. Ou recusa? Por mais diferentes que sejam de nós, é sempre produtivo aprender, crescer e envelhecer com eles. São os nossos grandes e verdadeiros amores. Pessoas que estão com a gente pro que der e vier.

Quando decidimos ser amigo de alguém, é como se estivéssemos declarando ao mundo que a partir de então faremos parte da vida dessa pessoa até que a morte nos separe. E nem é preciso prometer isso diante de um juiz de paz, de um padre ou pastor.

Amigos nos aceitam do jeito que somos, nos apoiam em todos os momentos de nossas vidas e se fazem presentes sempre que precisamos. Mais do que fiéis, são leais escudeiros. Nos amam por dentro e por fora, com todos os nossos defeitos e qualidades. Dizem a verdade na nossa cara como se fosse a coisa mais fácil do mundo, mesmo quando tudo indica que não a aceitaremos bem. São honestos, são companheiros, nos ouvem com atenção mesmo quando repetimos a história umas mil vezes. Nos aturam de verdade! Porque não é fácil nos aturar. Mas só eles sabem que não importa o que façamos ou digamos, no fundo, por mais tortas que sejam nossas palavras, não era exatamente aquilo o que queríamos dizer.

Nunca cobram o nosso melhor, mas acreditam sinceramente que somos capazes de dá-lo. Sabem que muitas vezes é preciso nos dar bronca, mas fazem isso sem que nos sintamos magoados. Nos trazem pra realidade quando ninguém mais consegue. Perdoam as nossas falhas de carater, desculpam as nossas exaltações, entendem os nossos motivos. Lidam com a gente como uma mãe afetiva e amorosa. Nos corrigem. Nos aconselham. Nos consolam... Nos divertem como ninguém. Sabem lidar com a gente mesmo quando estamos insuportáveis. Gostam da nossa companhia mesmo quando estamos de mau humor. Nos perturbam na mesma proporção que nós a eles, mas fazem isso com mais jeito e simpatia. Sempre sabem o que dizer, mesmo quando não há nada a ser dito. São tudo o que a gente espera e mais um pouco.

Amigos são, sim, irmãos nascidos para quando há aflição!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Indas e vindas do amor (Valentine's day)


Se você está a fim de ver um filme empolgante, divertido e romântico, com atores e atrizes belíssimos e com um final feliz, com certeza, esse é o filme.
Ontem, uma amiga e eu fomos assisti-lo e saímos do cinema correspondidas. Nossas expectativas eram grandes com respeito a ele, pois trás junto de si um elenco brilhante. Nomes como Júlia Roberts, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Jennifer Garder, Taylor Lautner (o queridinho das meninas), entre outros.
Eu que sou mega fã dos filmes da Anne confesso que vê-la nesse filme me pegou de surpresa. Ela está totalmente diferente do que estou acostumada a ver. Mas continua dando um banho de interpretação.
Minha maior felicidade foi rever Júlia Roberts atuando. Como sempre ela é impecável. Há tempos não via um filme com ela e nesse ela tá fofa.
Não posso deixar de falar do Taylor já que é notório os músculos a menos nesse filme. Com certeza foi gravado antes de Lua Nova. A participação dele é pequena, mas só de vê-lo a gente já fica feliz. Tá lindo como sempre!
A todos que desejarem, eu indico Valentine's day!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eu acredito, sim, no livre-arbítrio!


Essa mania que as pessoas têm de dizer que tudo é culpa ou causa do Destino realmente me irrita.
Quando tais afirmam isso é como se estivessem dizendo a elas mesmas e ao resto do mundo que nós não temos escolha, pois não importa o que façamos para reverter a situação ela vai acontecer.
Não quero através deste texto entrar numa polêmica, mas confesso que o livre-arbítrio se faz necessário em todas as situações da vida. Mesmo em coisas triviais, como também nas coisas sérias. A gente tem sim uma escolha, seguir ou não seguir, acreditar ou não acreditar, comer ou não comer o "fruto" que nos é oferecido diariamente.
Saber que o poder de fazer o que bem entender está nas suas mãos aumenta as responsabilidades, aumenta os riscos. E talvez seja por isso que muitos preferem acreditar que algo como o destino pode decidir por eles ao invés de eles mesmos.
Quando Deus disse a Adão e Eva que não comece do fruto, será que eles não tinham escolha? É claro que tinham, e não só tinham como de antemão sabiam quais seriam as consequências. Mesmo assim eles assumiram o risco de comer. Era o destino deles morrer, comendo ou não o fruto? Ou eles poderiam ter um futuro diferente se optassem por uma outra decisão? (Isso aqui é só um exemplo, e eu creio que você já deve saber a resposta.)

Seu destino é você quem faz através do seu livre-arbítrio!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preciso de Alguém... (Cris Passinato)


Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Saudade


Aí está um sentimento que só nós que falamos o bom e velho português deveríamos sentir. Já que a palavra SAUDADE só existe em nosso belo e rico idioma, só nós deveríamos ser privilegiados com esse nostálgico sentimento.
Que egoísta eu sou, não?! Não. Por se tratar de um fato deveria ser assim.

Costumo dizer que só nós sentimos "saudade" de alguém. Os americanos, ingleses e canadenses "sentem falta". Já os latino-americanos e os espanhóis "te extrañan" ou "echan de menos".

A verdade é que por mais que existam palavras em outros idiomas que tentam corresponder a SAUDADE, nenhuma delas podem definir ou traduzir com exatidão essa nossa palavrinha. Nenhum tradutor é completo. Pois sentir saudade é algo muito mais profundo do que sentir falta.

Agora pense comigo, se a saudade é uma coisa que todo mundo sente, uma hora ou outra, não deveria essa palavra existir em TODOS os idiomas? Por que só nós a possuímos? Seria isso um privilégio ou uma infelicidade? O que você acha?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Para que ninguém a quisesse - (Marina Colasanti)


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos. Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras. Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela. Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
In: Conto de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2.

domingo, 10 de janeiro de 2010

E mais uma vez deu Unilever!!!


A galera que me conhece sabe que falar sobre vôlei é comigo mesma. E hoje não é diferente. Estou aqui para descrever vividamente qual é a sensação de assistir de perto, ao vivo e a cores, uma partida de vôleibol feminino com várias das jogadoras mais amadas desse nosso Brasilzão!
Hoje me reservei o direito de ir com uma amiga ao maracanãzinho assistir ao jogo de duas grandes equipes, Unilever x São Caetano. Como boa carioca que sou confesso que ver as meninas do time do Rio enfrentar as de Sampa tem sempre um gostinho especial. Ainda mais quando no time adversário temos nomes como Mari, Sheila, Fofão... Não é todo dia que você pode se deliciar assistindo grandes jogadoras como essas. Do lado do Rio a gente tinha Fabi, Fabiana, Érika, Dani Lins, Carol Gattaz, Joycinha, Regiane... Nomes consagrados da nossa querida seleção feminina, entre outras jogadoras.
O que mais me impressionou foi o Bernadinho. Ele é exatamente aquela pessoa "nervosa" que a gente vê na TV. E ao mesmo tempo o melhor técnico do mundo!
O show de solidariedade que os cariocas deram também foi algo muito bonito de se ver. Ao todo, 9 toneladas de alimentos doados para ajudar as pessoas que sofreram perdas com as chuvas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. As jogadoras do Rio não fizeram por menos, doaram mais 9 toneladas. Ao todo, 18 toneladas doadas.
O maracanãzinho estava tanto cheio quanto bonito. Eram quase 10.000 pessoas que lotavam o ginásio. A torcida fez a festa o tempo todo, muito mais quando a vitória das meninas da Unilever foi confirmada num 3º set disputadíssimo. Apesar de torcer pelo Rio não tive como me conter a cada ataque bem feito da Mari e da Sheila. Eu gritava bem alto todas as vezes que elas iam pro saque. E isso irritou algumas pessoas que estavam ao meu lado torcendo pro Rio. Mas pense só, eram a Mari e a Sheila, como eu, que sou louca por essas duas, poderia não gritar? Claro que gritei, gritei muito. Porém, gritei muito mais ao ver a vitória do Rio, mais uma vez, só que dessa vez vi pessoalmente.
Depois do jogo, momento de tietagem... Fiquei a espera das jogadoras para ver se conseguia tirar fotos com elas. E consegui! Com 3 delas pelo menos. Mas não foi dessa vez que tirei foto com a Fabi. Essa foto ela ficou me devendo, mas outras oportunidades virão. Agora que descobri o caminho das pedras não vou querer outra vida. Afinal, me identifico total com aquelas meninas simpáticas. Eu bem que poderia ser uma delas. Será???