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domingo, 10 de junho de 2018

O que a gente faz com o que - aparentemente - não tem serventia? (Por Srta Sullivan)


Esses dias eu estava faxinando o meu quarto e me deparei com um montão de coisas que nem lembrava que tinha. Sabe quando você tira o dia pra arrumar uma bagunça de meses? Pois é, foi meio isso. Não que o meu quarto seja tão bagunçado assim, mas... Vocês entendem.
Roupas, CDs, Livros... Coisas que não eram visitadas há séculos, embora estivessem tão pertinho de mim. Até materiais esportivos eu encontrei... Objetos de uma época em que eu me considerava "a atleta". Tudo isso me fez pensar em como a gente acumula coisas de que não precisa e vai simplesmente deixando ocupar espaço. O mesmo acontece com as pessoas em nossas vidas. Às vezes, por puro comodismo, a gente vai acumulando pessoas ao nosso redor que não tem razão de estar ali. Elas vão ocupando um espaço que poderia ser enriquecido com pessoas que merecessem mesmo tal posição. E o que a gente faz quando essa percepção vem à tona? Se conforma e deixa tudo como está ou toma uma atitude?
A nossa reação vai depender do grau de incômodo que isso nos causa. Eu, por exemplo, tenho uma certa dificuldade de jogar coisas fora. Pra mim, de algum jeito, tudo pode ser reaproveitado. Mas nem sempre pode né. É uma coisa que eu tenho que aceitar. Mas e pra você? Você prefere jogar fora ou reciclar?
Quando se trata de pessoas o melhor é tentar "reciclar". Existem relacionamentos que podem ser recuperados e melhorados, sejam eles românticos, fraternais, paternais, etc. Porque na maioria dos casos, as pessoas à nossa volta valem o nosso esforço e sacrifício. Mas se for o caso de não valer, só você pode mudar isso da maneira que julgar mais apropriada. O que não vale é não fazer nada e continuar acomodado e insatisfeito com a situação. Então, de vez em quando, faça uma faxina na vida. Vale a pena descobrir o que a gente pode mudar pra melhor.

sábado, 11 de novembro de 2017

Chloe Sullivan x Allison Mack

Se você assim como eu tem acompanhado os noticiários das últimas semanas, saberá que, recentemente surgiu na internet a notícia de que, Allison Mack é "acusada de comandar seita de escravas sexuais". Muito me alarmou saber que Allison estaria sendo investigada sobre algo tão sério. Mas ao mesmo tempo, como nada foi confirmado ainda, resolvi não condená-la até que se prove o contrário.
Para mim que sempre fui muito fã da personagem dela em Smallville, Chloe Sullivan (que inclusive inspira meu pseudônimo neste blog), é impossível não associar essa querida personagem à atriz que tão belamente lhe deu vida. Mas, sendo confirmada ou não tal acusação contra Mack, espero que isso não recaia negativamente sobre Sullivan, o que convenhamos, seria totalmente injusto.

Por hora, aguardemos o desenrolar dos acontecimentos...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Música!


"Sem música, a vida seria um erro" - Friedrich Nietzsche
Uma nota. Um acorde. Um tom. Um ritmo. Um timbre. Um som. Qualquer coisa que se resuma a música faz a minha alegria. E quem não gosta de música?
Pode ser lenta, frenética, mixada, dedilhada. Qualquer gênero ou ritmo, ela faz a alegria da massa.
A vida da gente é regida por música. Pense bem e verá que é, sim.
Quando você está de bom humor, qual é a primeira coisa que você faz? Cantarola uma canção. Muitas vezes, involuntariamente. E se alguém te ouve cantarolando, essa pessoa continua da parte em que você parou. Isso acontece muito.
Acredito que temos trilha sonora para cada fase de nossas vidas. Trilha esta que toma conta de cada momento marcante. Além do mais, a música tem o poder de unir as pessoas. Quantas pessoas você conhece ou conheceu a partir de uma música/banda/cantor que gostava? Eu me declaro totalmente culpada! Conheço várias pessoas que não tinham nada a ver comigo e passaram a ter justamente por curtirem músicas que eu amo.
Daí você pensa: "mas como 'fulano' pode conhecer essa banda e essa música? Ele não tem cara de quem ouve esse estilo de música". E você passa a enxergar tal pessoa quando descobre que a sua música favorita é a dela também. E que ambas tem bom gosto. E você só se permite descobrir mais por, coincidentemente, curtirem o mesmo som.
Sendo assim, agradeço a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para o meu bom gosto musical. E aos meus cantores favoritos por facilitarem o processo. =)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Frases

Existem frases que marcam a vida da gente, não é mesmo? Eu, que sou amante da escrita, me pego, quase sempre, citando frases que ouvi numa música, num filme ou numa série de TV.

Daí hoje, lembrando de uma delas, fiz uma pequena seleção dentre tantas e resolvi postá-las aqui. Quem sabe você não encontre uma que também seja especial para você.


"Conheci vários homens que queriam dominar o mundo, mas nunca conheci um que queria salvá-lo." (Lois Lane, Smallville)

"Senhores, a única forma de alcançar o impossível é pensar que é possível." (Alice no País das Maravilhas)

"A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena." (Chaves)

"Ao infinito e além!" (Toy Story)

"Venha comigo se quiser viver." (O Exterminador do Futuro)

"Voce não deveria FERIR aquilo que não consegue MATAR!" (Lex Luthor - Smallville)

"As garotas flertam com os cafajestes, mas é com o bonzinho que se casam…” (Jean Grey - X-Man)

"Eu, uma princesa? Cala a boca!" (Mia - O Diário da Princesa)

"Para lutar contra o homem, inventamos o Rock 'N Roll. Mas o homem destruiu isso com uma coisinha chamada MTV". (Dewey Finn - Escola de Rock)

"Wilsooooooooon!" (Chuck Noland - Naufrago)







domingo, 14 de novembro de 2010

Análise do Fã: Uma triste manhã de novembro



* (Por Daniel Wuo)

"Oito da manhã e seu sono tranquilo é interrompido pelo despertador. Desagradável acordar cedo em pleno domingo, mas para quem recentemente já havia invadido tantas madrugadas sem dormir, oito da manhã parecia mais horário nobre.
Tão nobre quanto o motivo que a fazia despertar. Era dia de final, com grandes perspectivas de título. Título inédito. Pra falar bem a verdade, nesse horário deveria era estar comentando o jogo nos estúdios da TV e não estar se espreguiçando na cama.
Mas subitamente mudará de plano depois de sua experiência da manhã anterior. Teve, na ocasião, de se controlar sabe-se lá como pra não extravasar tudo que sentiu nas três horas de sufoco das brasileiras diante das japonesas. Engoliu a seco os palavrões que, em reações típicas de torcedores, ameaçavam escapar de sua boca.
Não fosse o controle emocional construido ao longo de todos esses anos de carreira e teriam lhe amordaçado com fita isolante para evitar o pior. Conhecia seus limites emocionais como atleta, mas há tempos não sentia na pele o que era ver o jogo sem participar diretamente dele; era novamente caloura na arte de torcer. Sabia que não se conteria dessa vez. Não soltar um palavrãozinho sequer, logo num jogo contra as russas? Mudou os planos e cancelou sua participação. Iria torcer em casa e xingar quem quisesse, o quanto quisesse e do que bem entendesse.
Escovou os dentes e foi então pra um leve aquecimento, na cozinha mesmo. Entre um alongamento e uma golada de café, se imaginou no ginásio e colocou a mão no peito e emocionada ouviu o hino nacional.
Procurou adversário pra cumprimentar e só então se deu conta de que não havia sequer uma rede pra dividir sua quadra, digo, sala. Viu na tela as jogadoras sendo apresentadas, uma a uma, seu treinador acenar para os torcedores. Não usava joelheiras, não tinha cabelo pra ser preso. Seu uniforme era diferente dos de suas companheiras.
Ainda tentou se beliscar pra ver se acordava daquela sensação estranha de estar tão perto de seu mais recente sonho como jogadora, e ao mesmo tempo tão longe e incapaz de ajudar sua seleção a realizá-lo. Sem despertar pra nada e com o braço marcado pela dor, se conformou e enfim, se acomodou no sofá.
Quando viu a equipe abrir boa vantagem logo de cara, sentiu que a vitória não escaparia dessa vez. Com sorriso no rosto viu um sexteto igualmente feliz em quadra, defendendo muito, atacando com precisão. Parecia que o tempo havia parado no set decisivo do dia anterior e agora descongelava, tamanha semelhança na postura das brasileiras.
Depois de ver sua seleção fechar o primeiro set, viu as russas reagirem no segundo. Essas russas não iriam lhe dar sossego assim facilmente, pensou alto.
Quando viu o treinador que tanto admira e que adotou como segundo pai aos berros no pedido de tempo, por um instante pensou que o jogo fosse da seleção masculina. Com a imagem de seu atual treinador de clube na cabeça, lembrou dos tempos em que admirava Ana Moser, via a seleção pela TV e sonhava em um dia estar do outro lado da tela. Quando despersou o pensamento, viu que o jogo estava empatado e teve a certeza de que a garrafa térmica com chá de camomila que havia preparado seria útil.
No set seguinte se viu vibrando, ao ver a bola atacada por Sheilla carimbar o rosto de Sokolova. Era sinal de que, literalmente a essa altura do campeonato, seu lado torcedor dominava o de atleta.
Então veio o quarto set e ela voltou a ter a estranha sensação de estar em quadra. Bateu uma ansiedade enorme. Fechar a partida naquela set era tudo o que mais queriam. Sentia isso no olhar de cada uma. Quando o time russo abriu 10 pontos de vantagem, reencontrou o sentimento de incapacidade total pra ajudar suas companheiras naquele momento. Não via o time em quadra. Viajou um pouco no pensamento e estranhamente viu as jogadoras ali, ao seu lado, sentadas no sofá. Esfregou os olhos e desconfiou do chá de camomila.
O jogo iria então para o quinto set. Segura de que estava ali como torcedora, achou prudente se benzer e preparar uma jarra de suco de maracujá.
Se deu conta de como a equipe havia se abatido no set anterior e ficou feliz ao vê-la retornar com valentia, confiança e concentração reestabelecidas. Gritou, comemorou, roeu as unhas. Ao ver o juiz coreano dar um inapelável veredicto equivocado no ataque de Sheilla, sobrou pra mesinha central, que levou um murro.
Gamova, porém voltara impiedosa. Isso lhe fez lembrar do dia em que, ainda criança, resolveu alugar um VHS do filme Rocky IV.
Recordava-se agora de que havia um gigante lutador russo que parecia um armário e que fazia carnificina com o personagem de Sylvester Stallone.
Relembrando a raiva que tinha na infância, viu na atacante o personagem do filme, o tal Drago, e percebeu que a Rússia era um carma que carregava por muito mais tempo do que imaginava.
Pasma, viu as russas virarem o set na reta final e comemorarem o título.Não podia acreditar naquilo. Estática no sofá, se sentiu frustrada. Em 2006 já havia passado por isso como atleta. Quatro anos depois sofria a mesma angústia como torcedora. Não sabia qual era a mais dolorida das sensações.
Arrasada, já não tinha a menor idéia se era torcedora ou jogadora. Se estava em seu apartamento ou em Tóquio. A única certeza era de que sentia a mesma dor que cada uma das jogadoras carregavam após tanta luta, dedicação e evolução apresentados nesse Mundial.
Viu as amigas Fabi, Jaqueline, Sheilla, Fabiola, Fabiana, Sassá, Thaisa e Natália aos prantos e entendeu mais do que ninguém aquele sofrimento todo. Deixou escapar então uma lágrima de orgulho por se lembrar que faz parte de um grupo com tanto brio e caráter.
Se levantou e, sob o silêncio que tomava conta do apartamento, só pensava no dia em que estaria jogando novamente ao lado desse time."


Fonte: (Esse texto está no site da Mari e foi escrito por um fã. Achei lindo demais. Emocionada, resolvi postá-lo aqui.)

Não foi dessa vez Brasil, mas valeu!


ISSO É BRASIL! (PARABÉNS MENINAS, PELA PRATA!)



CONCENTRAÇÃO



COMPANHEIRISMO



ALEGRIA



FORÇA



AGILIDADE



GARRA



DETERMINAÇÃO



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Freedom Writers


Hoje deparei-me com esse filme incrível que só fez melhorar o meu dia. Fiquei extasiada com a história dele.
Há quem diga que é apenas mais um filminho americado falando sobre discriminação, gangues e negros. Mas cara, o filme não é só isso. É tudo isso e muito mais.
Uma história linda de alguém que abraçou uma causa, um ideal e que acreditou poder fazer a diferença e fez. Pessoas que tiveram a sua realidade mudada para a melhor.
Uma realidade americana, que se adaptarmos um pouquinho, se torna praticamente uma realidade brasileira.
O filme é incrível, por favor, assistam. Nada que eu diga aqui conseguirá descrevê-lo com exatidão. Apenas seus olhos poderão ver por si mesmos.


PS: Créditos a atriz Hilary Swank que está impecável nesse filme! *_*

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

I Me Wed


Hoje assisti I Me Wed, com a Erica Durance (a Lois Lane de Smalville) e gostei muito. Ela interpreta uma mulher, Isabelle, que não decide casar por desespero, mas para provar que uma mulher não precisa se casar com um homem para ser feliz e aceita pela sociedade. O filme é super fofo e, se você der de cara com ele por aí, vale a pena assistir.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Think About...

Sabe, de vez em quando bate uma vontade de fazer as coisas acontecerem já, exatamente agora. Mas se pensamos um pouco sobre, esperamos, esperamos e adiamos, como se não fosse tão fundamental o breve momento. Num estante queremos abraçar o mundo. No outro, queremos descer dele.
A propósito, se alguém conseguir, por favor, pare o mundo porque eu quero descer. Neste instante eu quero muito descer, ficar um tempo fora e depois voltar para recomeçar. Mas não é possível assim. Nem tão fácil nem possível...

domingo, 25 de julho de 2010

Clarice Lispector entrevista Chico Buarque/Xico Buark


Esta grafia, Xico Buark, foi inventada por Millôr Fernandes, numa noite no Antônio’s. Gostei como quando brincava com palavras de crianças. Quanto ao Chico, apenas sorriu um sorriso duplo: um por achar engraçado, outro mecânico e tristonho de quem foi aniquilado pela fama. Se Xico Buark não combina com a figura pura e um pouco melancólica de Chico, combina com a qualidade que ele tem de deixar os outros o chamarem e lê vir, com a capacidade que tem de sorrir conservando muitas vezes os olhos verdes abertos e sem riso.

Ele não é de modo algum um garoto, mas se existisse no reino animal um bicho pensativo e belo e sempre jovem que se chamasse Garoto, Francisco Buarque de Holanda seria da raça montanhesa dos garotos.

Marcamos encontro às quatro horas porque às cinco Chico tinha uma lição de música com Vilma Graça. Há um ano está estudando teoria musical e agora começará com o piano. Estávamos os dois na minha casa e a conversa transcorreu sem desentendimentos, com uma paz de quem enfim volta da rua.

Clarice Lispector: Você viveu ainda tão pouco que talvez seja prematuro perguntar-lhe se você teve algum momento decisivo na vida e qual foi?

Chico Buarque de Hollanda: Eu sou ruim para responder. Na verdade tive muitos momentos decisivos, mas creio que ainda sou moço demais para saber se eram de fato decisivos esses momentos. No final de contas não sei se eles contaram ou não.

CL: Tenho a impressão que você nasceu com a estrela na testa: tudo lhe correu fácil e natural como um riacho de roça. Estou certa se para você não é muito laborioso criar?

CBH: E não é. Porque às vezes estou procurando criar alguma coisa e durmo pensando nisso, acordo pensando nisso – e nada. Em geral eu canso e desisto. No outro dia a coisa estoura e qualquer pessoa pensaria que era gratuita, nascida naquele momento. Mas essa explosão vem do trabalho anterior inconsciente e aparentemente negativo. E como é seu trabalho?

CL: Vem às vezes em nebulosa sem que eu possa caracterizá-lo de algum modo. Também como você, passo dias ou até anos, meu Deus, esperando. E, quando chega, já vem em forma de inspiração. Eu só trabalho em forma de inspiração.

CBH: Até aí eu entendo, Clarice. Mas a mim, quando a música ou a letra vem, parece muito mais fácil de concretizar porque é uma coisa pequena. Tenho impressão de que se me desse idéia de construir uma sinfonia ou um romance, a coisa ia se despedaçar antes de estar completa.

CL: Mas Chico, aí é que entra o sofrimento do artista: despedaça-se tudo e a gente pensa que a inspiração que passou nunca mais há de vir.

CBH: Se você tem uma idéia para um romance, você sempre pode reduzi-lo a um conto?

CL: Não é bem assim, mas, se eu falar mais, a entrevistada fica sendo eu. Você, apesar de rapaz que veio de uma grande cidade e de uma família erudita, dá a impressão que se deslumbrou, deslumbrando os outros com sua fala particular. O que quero dizer é que você, ao ter crescido e adquirido maior maturidade, deslumbrou-se com as próprias capacidades, entrou numa roda-viva e ainda não pôs os pés no chão. Que é que você acha: já se habituou ao sucesso.

CBH: Tenho cara de bobo porque minhas reações são muito lentas, mas sou um vivo. Só que por os pés no chão no sentido prático me atrapalha um pouco. Tenho, por exemplo, uma pessoa que me explica um contrato e não consigo prestar atenção em certas coisas. O sucesso faz parte dessas coisas exteriores que não contribuem nada para mim. A gente tem a vaidade da gente, a gente se alegra, mas isso não é importante. Importante é aquele sofrimento com que a gente procura buscar e achar. Hoje, por exemplo, acordei com um sentimento de vazio danado porque ontem terminei um trabalho.

CL: Eu também me sinto perdida depois que acabo um trabalho mais sério.

CBH: Tenho uma inveja: meu trabalho de música está exposto a um consumo rápido e eu praticamente não tenho o direito de ficar pensando numa idéia muito tempo.

CL: Talvez você ainda mude. Como é que Villa-Lobos criava? Seria interessante para você saber.

CBH: Sei alguma coisa. Por exemplo, uma frase dele que Tom Jobim me contou: diz que Villa-Lobos estava um dia trabalhando na casa dele e havia uma balbúrdia danada em volta. Então o tom perguntou: como é, maestro, isso não atrapalha? Ele respondeu: o ouvido de fora não tem nada a ver com o ouvido de dentro. É isso que invejo nele. Gostaria muito de não ter prazo para entrega das músicas, e não fazer sucesso: você gostaria, por exemplo, de sair para a rua e começar a dar autógrafo no meio da rua mesmo?

CL: Detestaria, Chico. Eu não tenho, nem de longe, o sucesso que você tem, mas mesmo o pequeno que eu tenho às vezes me perturba o ouvido interno.

CBH: Então estamos quites

CL: Todas as mães com filhas em idade de casar consentiriam que casassem com você. De onde vem esse ar de bom rapaz? Acho, pessoalmente, que vem da bondade misturada com bom-humor, melancolia e honestidade. Você também tem o ar de quem é facilmente enganado: é verdade que você é crédulo, ou está de olhos abertos para os charlatões?

CBH: Não é que eu seja crédulo, sou é muito preguiçoso.

CL: O que é que você sentiu quando o maestro Karabtchevsky dirigiu “A Banda” no Teatro Municipal?

CBH: Claro que gostei, mas o que me interessa mesmo é criar. A intenção de Karabtchevsky foi das melhores, inclusive corajosa. Eu quero ver ainda a coisa se repetir com outros compositores populares.


CL: Você foi precoce em outras manifestações da vida? Fale sem modéstia.

CBH: Não, tudo que fiz como garoto é de algum modo ligado com o que eu faço hoje, isto é, versinhos.

CL: Você quer fazer um versinho agora mesmo? Para você não se sentir vigiado, esperarei na copa até você me chamar.

Chico riu, eu saí, esperei uns minutos até ele me chamar e ambos lemos sorrindo:

Como Clarice pedisse

Um versinho que eu não disse

Me dei mal

Ficou lá dentro esperando

Mas deixou seu olho olhando

Com cara de Juízo Final.

CL: A banda lembra música de nossos avós cantarem: tem um ar saudoso e gostoso de se abrir um livro grosso e encontrar dentro uma flor seca guardada exatamente para durar. De onde você tirou essa modinha tão brasileira? Qual a fonte de inspiração?

CBH: Não sei não, é uma coisa difícil de conscientizar. Lembro da banda mesmo não tendo vivido no interior, mas atrás da minha casa tinha um terreno baldio onde às vezes havia circo, parque de diversões, essas coisas.

CL: Vi você na primeira passeata pela liberdade dos estudantes. Que é que você pensa dos estudantes do mundo e do Brasil em particular?

CBH: No mundo é para mim difícil falar, mas aqui no Brasil eu sinto em todos os setores um apodrecimento e a impossibilidade de substituição senão por mentalidade completamente jovens e ainda inatingidas por essa podridão. Aqui no Brasil só vejo esta liderança. Um rapaz do “New York Times” entrevistou-me e perguntou: está bem, vocês não querem censura nem repressão nem os métodos arcaicos de educação: mas se vocês ganharem, quem vai substituir as autoridades? Por incrível que pareça, o mundo político está envolvido por essa decadência e acomodação. E você? Eu também te vi na passeata.

CL: Fui pelos mesmos motivos que você. Mudando de assunto, Chico, você já experimentou sentir-se em solidão? Ou sua vida tem sido sempre esse brilho tão justificado? Chico, um conselho para você: fique de vez em quando sozinho, senão você será submergido. Até o amor excessivo dos outros pode submergir uma pessoa.

CBH: Também acho e sempre que posso faço a minha retirada.

CL: Na música chamada clássica, apesar dela englobar compositores aos quais o classicismo não poderia ser aplicado, nessa música o que você prefere?

CBH: Aí não é questão de preferência, é costume para mim. Tenho sempre à mão um Beethoven.

CL: Sua família preferia que você seguisse a vocação de outros talentos seus que em aparência, pelo menos, são mais asseguradores de um futuro estável?

CBH: No começo sim. Logo que entrei para a arquitetura, quando comecei a trocar a régua “T” pelo violão, a coisa parecia vagabundagem. Agora (sorri) acho que já se conformaram.

CL: Você está compondo agora alguma coisa e com letra sua mesma? Sua letra é linda.

CBH: Estou na fase de procura. Ontem acabei um trabalho que era só de música, que exigia prazo. Para uma canção nova, eu estou sempre disponível.

CL: No domínio da música popular, quem seria por sua vez o seu ídolo?

CBH: Muitos, e é por isso que é difícil citar.

CL: Seu pai é um grande pai. Quem mais na sua família eu chamaria de grande, se conhecesse?

CBH: Minha mãe, apesar de ter um metro e cinqüenta e poucos de altura. Eu li muito e papai sempre me estimulava nesse sentido.

CL: Qual é a coisa mais importante do mundo?

CBH: Trabalho e amor.

CL: Qual é a coisa mais importante para você, como indivíduo?

CBH: A liberdade para trabalhar e amar.

CL: O que é o amor?

CBH: Não sei definir, e você?

CL: Nem eu.

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In LISPECTOR, Clarice. Entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007, pp.99-104.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

MANUSCRITO


Passei os últimos dias ouvindo o novo CD da SANDY LEAH e é um grande motivo de orgulho dizer que as canções estão I N C R Í V E I S ! ! !

Eu, que acompanho a carreira dela desde que me entendo por gente, na verdade, até mesmo bem antes disso, acho notória a evolução dela como artista e principalmente como pessoa.

Me parece que aos 27 anos de vida e 20 de carreira, Sandy se deparou como várias das respostas que vinha buscando. E o que muito me alegra é a maneira como ela deixa transparecer isso. E as canções evidenciam, sim, essa nova fase que ela está vivendo.

É óbvio que sou super suspeita para falar da SANDY LEAH LIMA. Até porque alimento por ela um carinho imenso e aprecio muito o trabalho dela, além de me identificar pra caramba com ela, como pessoa, com respeito a algumas atitudes, alguns pensamentos, a maneira de ver as coisas, quase sempre pelo mesmo olhar, enfim... Por tudo isso pode parecer parcial o meu conceito sobre essa cantora. Mas não é, não. Bem, eu me esforço muito para que não seja.

Confesso que quando paro para ouvir Manuscrito, me pego fazendo as mesmas perguntas que ela e chegando as mesmas conclusões.

As canções estão lindas, com arranjos super clássicos, tendo o piano como base para várias músicas. Eu amei! É impossível ouvir o CD sem citar algumas faixas que ficam na mente. Por exemplo, a canção 'Duras Pedras' traz uma frase que diz tudo; "Viver tem suas mortes". Já a canção 'Dias iguais' além de quase me fazer chorar cita; "Dias iguais são como rio correndo pra trás. Não deságua em nenhum lugar". 'Ela/Ele' e 'Perdida e salva' são as mais românticas, que por sinal são fofas. As mais reflexivas são 'Pés cansados', 'O que faltou ser', 'Quem eu sou' e 'Tão Comum' que são minhas favoritas. Mas uma que eu amo demais cantar é 'Sem Jeito'. Essa, para mim, é a mais show de todas!

Então só para se ter o gostinho do que eu quis dizer quando resolvi postar esse texto, segue-se a letra da canção Tão Comum, que reflete essa nova Sandy.



Tão Comum

Se você me perguntar o que é que eu tô fazendo
Eu digo que não sei
Se você me perguntar o que eu quero do futuro
Eu digo que não sei

Só sei que eu espero que a vida me mande algo bom
Só sei que eu não quero cantar minha trilha fora do tom

Tão comum
Se arriscar sem saber cem por cento se é bom
Tão comum
Sonhar mais alto do que se pode crer
Tão comum
Errar ao conjugar o verbo querer
Tão comum
Errar, errar e errar de novo

Se a consciência me chamar disser que eu não posso
Eu digo que não sei
Assumo os meus desejos, tento saciar a sede
Daquilo que nem sei

Só sei que eu espero que a vida me mande algo bom
Só sei que eu não quero cantar minha trilha fora do
tom

Tão comum
Se arriscar sem saber cem por cento se é bom
Tão comum
Sonhar mais alto do que se pode crer
Tão comum
Errar ao conjugar o verbo querer
Tão comum
Errar, errar e errar de novo

Tantas perguntas a responder
O que é certo? O que é bom e o que é real?
Antes de dar resposta
É preciso aprender a perguntar

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Todo mundo merece uma segunda chance?


Muito foi dito, muito foi polemizado, muito foi especulado sobre o recente vencedor do BBB10, Marcelo Dourado. Mais do que polêmico, Marcelo foi um grande estrategista, impecável jogador e contou um pouco com uma certa ajuda da sorte. Talvez isso o tenha feito ganhar o jogo, e é claro, o favoritismo do grande público; sua habilidade em jogar. Mas isso não foi o que mais me fez percebê-lo em ação.
Não acompanhei muito esse BBB10, mas o que vi me possibilitou enxergar qualidades em um ser humano, apesar de suas falhas e ignorância em determinados assuntos.
Então, vâmo lá? O que me chamou a atenção nesse "Ogro domesticado"?
Primeiro, logo no início do jogo fiquei muito impressionada por vê-lo chorar. Quem me conhece sabe que não resisto ao choro de um homem. Ainda mais quando este chora por ter sido rejeitado. De verdade, deu vontade de acolhê-lo, colocar no colo, abraçar, essas coisas, que de bom grado fez a Lia.
Segundo, seu espírito de vencedor. Nem de longe qualquer outra pessoa na casa do BBB tinha explícita no olhar a ânsia pela vitória. Não apenas por necessidade ou sonho a realizar, mas também para a sua própria superação. E como pequena esportista que sou bem sei que tal ânsia é NATA em um atleta, que dirá em um samurai.
Terceiro e não menos importante, foi "dito" a ele, meio como um pré-aviso: VOCÊ TERÁ UMA SEGUNDA CHANCE. NÃO A DESPERDICE!
O que faz de nós merecedores de uma segunda chance? O que nos torna capacitados para recebê-la? O que seria:
- As grandes burradas que cometemos ao longo da vida e que lutamos inutilmente para consertar?
- A necessidade de andar de cabeça erguida por tentarmos e tentarmos dar o nosso melhor sempre?
- A humildade com que lidamos com os problemas da vida mesmo quando somos esmagados por eles?
- A coragem por dar a cara para bater mesmo sabendo que a vida não será nem um pouco amigável?
- Simplesmente perder a fé?
Qualquer que seja a razão que nos faça merecer uma segunda chance não anula a razão que fez de Marcelo Dourado um merecedor.
Não estou aqui nem para fazer dele um heroi nem para torná-lo o vilão da história. Até porque não estou levando nem um centavo do 1,5 milhão que ele ganhou, e, sua vida em si (seus ideais, suas escolhas, a quantidade exorbitante de palavrões que fala, suas tatoos polêmicas, ou sua orientação sexual) não me diz respeito. Não tenho nada a ver com isso, apesar de ter, sim, uma opinião sobre, mas, nas palavras de C.B Jr: "eu estou aqui pra aprender, não pra julgar".
Percebi que, as marcas levemente cicatrizadas na sua alma faz com que lembremos de nossas próprias feridas. Sua capacidade de sempre se reerguer, como bom lutador que é, depois de cair de cara inúmeras vezes não o impediu de se jogar. Pelo contrário, fez com que seu voo fosse ainda mais plano e mais alto. As várias tentativas na decolagem permitiram a ele uma experiência que só se adquire quando se tenta, quando se tenta muito.

É por isso que eu sempre digo: SE JOGA!!!


PS: TER POSTADO ESSE TEXTO AQUI NÃO FAZ DE MIM UMA HOMOFÓBICA OU FAZ?!?!?! o.O

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Indas e vindas do amor (Valentine's day)


Se você está a fim de ver um filme empolgante, divertido e romântico, com atores e atrizes belíssimos e com um final feliz, com certeza, esse é o filme.
Ontem, uma amiga e eu fomos assisti-lo e saímos do cinema correspondidas. Nossas expectativas eram grandes com respeito a ele, pois trás junto de si um elenco brilhante. Nomes como Júlia Roberts, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Jennifer Garder, Taylor Lautner (o queridinho das meninas), entre outros.
Eu que sou mega fã dos filmes da Anne confesso que vê-la nesse filme me pegou de surpresa. Ela está totalmente diferente do que estou acostumada a ver. Mas continua dando um banho de interpretação.
Minha maior felicidade foi rever Júlia Roberts atuando. Como sempre ela é impecável. Há tempos não via um filme com ela e nesse ela tá fofa.
Não posso deixar de falar do Taylor já que é notório os músculos a menos nesse filme. Com certeza foi gravado antes de Lua Nova. A participação dele é pequena, mas só de vê-lo a gente já fica feliz. Tá lindo como sempre!
A todos que desejarem, eu indico Valentine's day!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preciso de Alguém... (Cris Passinato)


Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Saudade


Aí está um sentimento que só nós que falamos o bom e velho português deveríamos sentir. Já que a palavra SAUDADE só existe em nosso belo e rico idioma, só nós deveríamos ser privilegiados com esse nostálgico sentimento.
Que egoísta eu sou, não?! Não. Por se tratar de um fato deveria ser assim.

Costumo dizer que só nós sentimos "saudade" de alguém. Os americanos, ingleses e canadenses "sentem falta". Já os latino-americanos e os espanhóis "te extrañan" ou "echan de menos".

A verdade é que por mais que existam palavras em outros idiomas que tentam corresponder a SAUDADE, nenhuma delas podem definir ou traduzir com exatidão essa nossa palavrinha. Nenhum tradutor é completo. Pois sentir saudade é algo muito mais profundo do que sentir falta.

Agora pense comigo, se a saudade é uma coisa que todo mundo sente, uma hora ou outra, não deveria essa palavra existir em TODOS os idiomas? Por que só nós a possuímos? Seria isso um privilégio ou uma infelicidade? O que você acha?

domingo, 10 de janeiro de 2010

E mais uma vez deu Unilever!!!


A galera que me conhece sabe que falar sobre vôlei é comigo mesma. E hoje não é diferente. Estou aqui para descrever vividamente qual é a sensação de assistir de perto, ao vivo e a cores, uma partida de vôleibol feminino com várias das jogadoras mais amadas desse nosso Brasilzão!
Hoje me reservei o direito de ir com uma amiga ao maracanãzinho assistir ao jogo de duas grandes equipes, Unilever x São Caetano. Como boa carioca que sou confesso que ver as meninas do time do Rio enfrentar as de Sampa tem sempre um gostinho especial. Ainda mais quando no time adversário temos nomes como Mari, Sheila, Fofão... Não é todo dia que você pode se deliciar assistindo grandes jogadoras como essas. Do lado do Rio a gente tinha Fabi, Fabiana, Érika, Dani Lins, Carol Gattaz, Joycinha, Regiane... Nomes consagrados da nossa querida seleção feminina, entre outras jogadoras.
O que mais me impressionou foi o Bernadinho. Ele é exatamente aquela pessoa "nervosa" que a gente vê na TV. E ao mesmo tempo o melhor técnico do mundo!
O show de solidariedade que os cariocas deram também foi algo muito bonito de se ver. Ao todo, 9 toneladas de alimentos doados para ajudar as pessoas que sofreram perdas com as chuvas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. As jogadoras do Rio não fizeram por menos, doaram mais 9 toneladas. Ao todo, 18 toneladas doadas.
O maracanãzinho estava tanto cheio quanto bonito. Eram quase 10.000 pessoas que lotavam o ginásio. A torcida fez a festa o tempo todo, muito mais quando a vitória das meninas da Unilever foi confirmada num 3º set disputadíssimo. Apesar de torcer pelo Rio não tive como me conter a cada ataque bem feito da Mari e da Sheila. Eu gritava bem alto todas as vezes que elas iam pro saque. E isso irritou algumas pessoas que estavam ao meu lado torcendo pro Rio. Mas pense só, eram a Mari e a Sheila, como eu, que sou louca por essas duas, poderia não gritar? Claro que gritei, gritei muito. Porém, gritei muito mais ao ver a vitória do Rio, mais uma vez, só que dessa vez vi pessoalmente.
Depois do jogo, momento de tietagem... Fiquei a espera das jogadoras para ver se conseguia tirar fotos com elas. E consegui! Com 3 delas pelo menos. Mas não foi dessa vez que tirei foto com a Fabi. Essa foto ela ficou me devendo, mas outras oportunidades virão. Agora que descobri o caminho das pedras não vou querer outra vida. Afinal, me identifico total com aquelas meninas simpáticas. Eu bem que poderia ser uma delas. Será???

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Devaneio Esferográfico (Rockz)

Me peguei emocionado
Com uma música romântica, vou desligar o rádio
Percebi algo de errado
O que está acontecendo?
Estou sei lá, fragilizado
É, mas isso não se diz

Me peguei atravessando
Uma rua em pleno centro, mergulhado em pensamentos
Quase fui atropelado, a orquestra de buzinas
Se infultrou nos meus tormentos
É, mais isso não se diz
É, mais isso não se diz

As folhas caídas nas calçadas
Passeavam com a ajuda do vento
E até a rotina mau-humorada
Quase bela pra quem é atento

Me peguei pensando alto
E as pessoas do metrô me olhavam de canto de olho
E eu fiquei envergonhado
Por falar seu apelido que criei quando era seu namorado
Me peguei ali ridículo
No meu interrogatório de perguntas desprezíveis
Para amigos invisíveis, que concordam com a cabeça
Esqueça tudo o que eu te digo

Me peguei ali parado
Na escada do seu prédio, escrevendo num caderno
Devaneio esferográfico, uma carta mal escrita
Que o porteiro leu eufórico
É, mas isso não se diz

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tu te tornas responsável por aquilo que cativas!


Essa frase realmente se tornou verdade, no meu caso, esta semana.
Uma amiga viajou pra Sampa e deixou sob minha responsabilidade uma doçura de cachorrinha da raça poodle, chamada Mel. E um belissímo peixe chamado Fred.
Eu, que há 200 anos estou acostumada a lidar com gatos, meus gatos, que são três, fui inculbida de tamanha responsabilidade; cuidar e dar afeto a esses dois animais.
Bem, cachorros são seres naturalmente amigáveis e carentes, não é preciso muito esforço pra cuidar deles. Só lembrar de alimentá-los e acariciá-los quase sempre. Isso eu tenho tirado de letra. Apesar de amar gatos e sempre ter algum por perto, (acho que são muito parecidos comigo; independentes) também curto muito cachorros e graças a Deus, não sou alérgica a eles. Agora o maior problema é o peixe. Cuidar de um peixe até que é fácil, você só precisa alimentá-lo uma vez ao dia e quando achar necessário, limpar o aquário dele. Pode ser uma ou duas vezes na semana, isso depende muito do tamanho do peixe e o estrago que ele faz no aquário.rs Mas como se dá afeto a um peixe? Sinceramente eu não sei. Já tentei brincar com ele algumas vezes, mas ele sempre se assusta e se afasta. Parece indiferente.
Engraçado que pessoas que moram sozinhas geralmente tem um cachorro ou um gato e um peixe. Se ela for depender do peixe pra se sentir amada, ela tá ferrada. Eles são frios. Acho que viver tanto tempo na água os deixa assim.

Aqui vai uma dica: nunca espere uma retribuição amigável de um peixe. Por mais que você o ame e se preocupe com o seu bem-estar, eles nunca vão te agradecer por isso! Sorte a minha ter que cuidar também da Mel. Ela tem carinho que dá e sobra.

sábado, 12 de setembro de 2009

Pense nisso!



Já olhou uma foto sua e viu um estranho no fundo?

Faz você pensar: quantos estranhos tem uma foto com você? De quantos momentos na vida de outras pessoas nós participamos? Fazíamos parte da vida dessa pessoa quando seus sonhos se realizaram? Ou estávamos lá quando seus sonhos morreram? Continuamos a participar, como se de certa forma fossêmos enviados para fazer parte dela? Ou a chance nos pegou de supresa?


Pense nisso; você pode ser uma parte importante da vida de alguém e nem mesmo saber.


(Lucas Scott - One Tree Hill)

domingo, 16 de agosto de 2009

Chiaroscuro! Simplesmente demais!!!



Para os que estão acostumados a ouvir Pitty, as sábias letras, os contrastes musicais a transformação visual não será surpresa nenhuma ao se depararem com o novo cd. Mas os desavisados, com certeza ficarão de cara com os novos arranjos, as novas letras, os efeitos, enfim... A surpresa vai ser muito grata.

Esse novo disco está mais que nunca, a cara da Pitty. Não tem como você ouvir uma única música e não visualizar como ela se encaixa direitinho com a dona. Mas surpresa ainda você ficará quando se vir em alguma delas.